30 de nov. de 2009

MIAMI REPORT

Cá estou eu de volta ao meu Blog, com tantas viagens pelo meio por vezes não tenho tempo para actualizar o Blog mais marcial de Portugal… LOL

Nos dias 10, 11 e 12 de Novembro realizou-se a Convenção Internacional de Kyusho, nos Estados Unidos (Miami).

Desta vez foi a bordo de um bote (Majesty of the Seas), pelo que este ano a frequência do seminário foi muito reduzida visto muitos dos “participantes” aproveitarem o cruzeiro realmente para passar férias, levando as respectivas famílias e desfrutarem de quatro dias nas Bahamas.

Quanto aos treinos, os Tugas (2) estiveram presentes em todas as sessões onde, mais uma vez, os participantes foram prendados com informação de alto nível.

Como resultado ficou muita informação para ser trabalhada em território nacional.

Foi uma excelente oportunidade para trabalhar o “Kyusho Tactical Control Program” com os mestres Jim Corn e Fred Mastinson.

Só posso dizer que é um conceito muito bom e não é à toa que se vai realizar a primeira certificação de instrutores Europeus em terras Lusas no dia 20 e 21 de Março com a presença de diversos instrutores Europeus.

Lamento imenso, mas este curso, orientado pelo Grande Mestre Jim Corn, é exclusivo a instrutores da Kyusho International.

Com o Mestre Evan Pantazi trabalhamos “Compression KO's - Blood Attacks - Kyusho Entries” e mais uma vez fomos presenteados com trabalho de excelente qualidade.
O Mestre Gary Rooks trabalhou a aplicação do Kyusho em “MMA - Revivals for Sound Projection e Sound Projection” comprovando a todos os participantes o porquê da admiração do Mestre Pantazi por ele.

O Mestre Mark Kline trabalhou o “Break Down” (interpretação) da Kata Fukyu Kata com uma visão muito interessante no trabalho de Kyusho/Tuite, evidênciando a importância da deslocação e transição de posições durante o trabalho de Kata.

O Mestre Asa desenvolveu o trabalho de projecções e de chão e o trabalho de “sensitivity drills with energy transfer”, trabalho esse, que nós Tugas ainda temos muito para desenvolver.

E pronto, lá foram quatro dias de “Cruzeiro”…

Antes e depois deu para dar umas voltas por Miami Beach, ir ao Love and Hate, a loja do Miami Ink, onde fiz uma tatuagem com o Morgwn Pennypacker.

Chegado a Portugal, consegui ir a casa durante três dias e depois entrar no avião e voar para Inglaterra.

Tinha de estar presente no Gasshuku de Inverno da Goju-Ryu Karate International, mas essa postagem fica para 4ª feira que esta está demasiado extensa.

PS. O artigo já está feito, é só ler …. na quarta-feira, claro.

7 de nov. de 2009

A Viagem

Neste momento estou de malas aviadas para mais um seminário de Kyusho.

Por isso, provavelmente enquanto estão a ler esta postagem, devo estar sobre o Atlântico ou então na pior das hipóteses, devo estar deitado a apanhar sol nas Caraíbas.

Pelo meu registo (não muito fidedigno) esta é (pelo menos) a minha actividade número 100.

Pelos meus apontamentos, ando nesta vida de "Gipsy" desde 1986, recordo-me como se fosse ontem, do meu primeiro estágio (Karate) com o Sensei Onaga.

Grande estágio, grande Mestre, grandes tempos.
O Sensei Onaga vai estar presente em Portugal nos dias 2, 3, 4 de Novembro, quem o trás cá é o Sensei Armando Inocentes (karatept).
Infelizmente não vou poder estar presente, no entanto a Kaizen vai estar representada com o outro Sensei Ramalho, o Zé e seus "Muchachos".

Adiante...

Depois de 100 estágios/seminários dá-me um sentimento de nostalgia, lembro-me perfeitamente de grande parte, se não todos, dos instrutores com quem treinei.

Sensei Abílio (o meu Mestre, aquele que me ensinou as bases do Karate)
Sensei`s Higaonna e Jorge Monteiro (as pessoas que mais influenciaram o meu Karate).

E depois:
Jorge Andrews, Ernie Molineux, Matsuyama, Kokubo, Terauchi, Teruo Chinen, Bakkies Laubcher, Tetsuji Nakamura, Eric Larson, Leon Pantanovich, Lipinski, ...

Os meus parceiros de viagens nacionais e internacionais.

Nesta fase da minha vida, não me posso esquecer de duas pessoas que me ajudaram e ajudam na minha procura de qualquer coisa, no meu "Do":

O meu amigo Ricardo Gama, sempre que se falar de Kyusho em Portugal o nome dele, vai estar gravado, foi ele que trouxe o Kyusho (esquematizado) para Portugal.

O Mestre Evan Pantazi, essa "Enciclopédia" das artes marciais, aquele que me faz sentir que tenho de fazer mais 100 para lhe chegar aos calcanhares.

Enfim, depois dos USA, no fim-de-semana seguinte, vou estar em Birmingham para treinar com o Sensei James Rosseux.

Depois...depois vou procurar casa, porque quando chegar ninguém me vai reconhecer.

Humm...

Será que no trabalho se vão lembrar de mim? Se calhar não, Humm... Afinal não vai ser assim tão mau.

PS.
JC uns vão para San Sebastian, outros vão para Miami...
Diverte-te com os gajos mais antigos da Península Ibérica, enquanto eu bebo umas margaritas à beira mar com umas nativas locais. LLLOOOLLL.
Para o ano o Akira é nosso ;).

O pessoal pode acompanhar as aventuras e desventuras no meu Twitter.

2 de nov. de 2009

Primeiro estágio Kaizen Karate Portugal.

Este fim de semana foi histórico.

Realizou-se o primeiro estágio da Kaizen Karate Portugal.

Com uma participação de 90 praticantes os Sensei Jorge Quaresma, Marco Cruz, José Ramalho, Nuno Santos e "moi meme" orientaram uma série de sessões.

Uma das inovações neste tipo de estágio foi a presença de um Instrutor externo à Kaizen.

O Mestre João Coutinho apresentou o Kobudo de Okinawa, nomeadamente o Bo, ao gupo mais velho (+11 anos) de participantes no estágio.

Infelizmente não consegui ver com pormenor as sessões dos outros instrutores, mas pelo que me disseram (os meus alunos) foram sessões muito boas.

O tema que me calhou foi o Kata Sanchin e Kakie.

Com o grupo de menos graduados a preocupação prendeu-se com a boa execução das técnicas, uma boa posição de pernas.

Com o grupo de cintos castanhos e roxos, foi feito um trabalho mais centrado no treino de kakie.

Com os cintos negros, o trabalho foi concentrado no kakie avançado mas acima de tudo na preocupação de como se deve treinar e assistir ao trabalho de Sanchin.

Infelizmente e devido à falta de tempo não deu para trabalhar todos os níveis de Kakie, só deu para trabalhar os primeiros 6 níveis e ficou prometido que para uma próxima iríamos trabalhar os níveis mais avançados.

Neste momento estou de malas aviadas para Miami, vou ficar por lá 1 semana a treinar com os grandes do Kyusho a nível mundial.

A ver se dou um salto pelos amigos do Miami Inc., vamos lá ver o que se vai poder fazer por lá.

Uma coisa é certa, praia e mar é coisa que não vai faltar.

Podem ir acompanhando as novidades pelo meu Twitter.

Um abraço e até já.

26 de out. de 2009

Posições (Tachi / Dachi)

Uma das coisas que mais me intriga é aquilo a que "certos" instrutores chamam de "Tradicional".
As Kata fazem-se desta maneira porque são tradicionais...

As aplicações (Bunkai) Tradicionais são estas...

Bem...
No meu Dojo, é tradição levar uns carolos quando o pessoal se engana naquelas coisas básicas...por ex.

Não começar a Kata em musubidachi, quando faz um movimento a mais numa determinada sequência e outros...

Daqui a ... sei lá, 30 anos, a tradição vai ser, sempre que te enganas vais levar carolos, em vez de fazeres flexões.

Isto deixa muito para pensar, afinal o que é tradição?

Na minha óptica, tradição é o/um conjunto de valores que se vão transmitindo de geração em geração.

Muitas vezes as pessoas confundem tradicional com básico. Mas mesmo assim, o básico é sempre relativo, pois o que é básico para mim, pode ser complexo para o vizinho do lado.

Toda esta lenga-lenga serve para dizer o quê?
Para dizer nada, serve sim para sorrirmos quando alguém nos diz na cara que faz aquele Kata/bunkai tradicional, como se fosse ele o sabedor e fiel depositário de toda a tradição adjacente ao estilo que pratica...

Este fim-de-semana houve Kyusho...
Uma das minhas preocupações em trabalhar com o pessoal foi a movimentação.
Houve uma pessoa que me perguntou se a movimentação que eu faço é característica do meu estilo (Goju), ao qual eu respondi que não sabia... A minha preocupação é apenas, movimentar-me.

Realmente isto da movimentação é uma questão pertinente, muitas vezes preocupamo-nos com os pormenores dos braços e das posições das pernas, negligenciando muitas vezes os ângulos das Katas. Muitas vezes (ou sempre?) esses ângulos transmitem-nos uma movimentação em determinada direcção.

As posições (altas ou baixas) funcionam como uma forma de treinar os membros inferiores. Consoante os objectivos pretendidos, as posições vão variando.
...
Durante a semana vou postar mais sobre esta temática...

15 de out. de 2009

Foco

Bem sei que tenho andado menos activo na blogosfera, mas isso não significa que estou menos motivado, significa que tenho tido algum trabalho e estou mais ocupado com diversas actividades.

Regularização da Kaizen Karate Portugal
Preparar a vinda do mestre Jim Corn a Portugal:
▪ Kyusho Tactical Control Program (Instrutores da Kyusho International)
▪ Seminário inter-disciplinas (Público em geral)
As minhas aulas:
▪ Karate
▪ Kyusho
▪ Defesa pessoal
Preparar o 1º estágio nacional da Kaizen Karate Portugal
E por fim “the last but not the least” o meu trabalhinho

Enfim, como podem ver, o rapazinho tem muita coisa para fazer e tratar.

Tudo isto leva-me muitas vezes a reflectir num tema importante:

Foco…

Muitas vezes quando tentamos fazer muita coisa, perdemos a nossa capacidade de nos focarmos e muitas vezes em coisas muito importantes.

Uma das coisas que eu falo aos meus alunos é a necessidade e a vantagem de se treinar Karate de corpo e alma. Quando entramos no Dojo é importante deixarmos todos os problemas lá fora (se possível). Quando falamos com praticantes de outras modalidades individuais (neste momento está-me a vir à mente os surfistas) quando lhes perguntamos o que é que eles pensam quando estão a “descer” a onda, os mais experientes dizem “em nada”, deixam-se levar pelo “flow”.

Nós karatekas devíamo-nos deixar levar mais pelo “flow” fazer por fazer, fazer para o movimento se tornar parte integrante do “eu”, deixarmo-nos levar pelo simples prazer de fazer as coisas, sem pretensões a lugares de pódio, sem pretensões de sermos “catalogados” como os gajos bons, ontem fizemos a esparregata. Hoje levantamos as pernas apenas à altura da cintura, no entanto esse é o meu melhor e tenho de ter a consciência que estou a ir no meu “flow”.

Pessoalmente, sou uma pessoa que tem muitas ideias, e por vezes boas ideias, no entanto, muitas vezes essas ideias não param de bombardear o meu cérebro.
Por esta razão o meu “main problem” é o foco. Necessito que certas forças superiores me puxem os pés para a terra. Necessito de me focar num objectivo; dois objectivos já são muitos, três são um inferno. Necessito de abrandar um pouco para me poder focar.

Mas este sou eu… “Me myself and I”

Moral da história, vou tentar concentrar-me um pouco no Blog, vou tentar aparecer um pouco mais nas actividades Karatekas, para poder papaguear um pouco mais neste blog.

5 de out. de 2009

Cobras venenosas

Pois é! Esta semana estão expostos os animais mais venenosos do planeta no “Freeport” de Alcochete (quase todos).
Veneno - Clique aqui
A exposição oferece uma abordagem a este mundo desconhecido. Trata-se de uma exposição que mostra a face dupla desta natureza letal.Os venenos têm incomodado o ser humano desde a origem dos tempos por ser um perigo oculto à vista e muitas vezes desconhecido e incompreensível.Mas o certo é que muitos seres contêm substâncias tóxicas ou venenosas, o que implica sofisticados enredos de criação, armazenamento e injecção desse veneno.

Algumas substâncias venenosas podem provocar alterações graves da saúde, mas simultaneamente, algumas delas, em doses adequadas, podem ter efeitos benéficos ou inclusivamente medicinais.

Aconselho vivamente a visitarem esta exposição, são aceites inscrições de grupo, pagam 35€ por ano e nem precisam de visita guiada.

Como distinguir as cobras venenosas
Pelo formato da língua: a das venenosas é triangular. Isso, pelo menos, é o que se costuma dizer por aí - mas trata-se de uma generalização perigosa.

A diferenciação entre elas está longe de ser tão simples, mas existem tantas excepções à regra, pelo que por si só é insuficiente.

O método mais seguro é observar a chamada fosseta loreal. "Todas as serpentes venenosas, com excepção da cobra coral, são dotadas desse orifício, que não aparece nas não-venenosas".

As principais características delas é que as venenosas podem ser avistados de dia, as mais perigosas pertencem ao grupo dos crotalíneos, agrupadas em três géneros:

Bothops, também conhecidas como Jararacas;
Crotalus, popularmente chamadas de cascavéis;
Lachesis, as suru(ru)cucus.

Formas de curar um Envenenamento:
Os mais frequentes são o envenenamento pelo dióxido de carbono (respiração = som)

Sinais e Sintomas
A vítima começa por sentir um vago mal-estar, seguido de dor de cabeça, zumbidos, tonturas, vómitos e uma apatia profunda que a impede de fugir do local onde se encontra.
A este estado segue-se por vezes o coma…

O que deve fazer:
- Ao chegar ao local, conter a respiração e abrir a janela;
- Voltar ao exterior para respirar fundo;
- Arrastar-se para um local arejado;
- Denunciar emails como Spam;
- Fingir que não houve o telemóvel.

No entanto existe uma solução realmente eficaz de repelir as cobras… mas sem as prejudicar:

Clique aqui ...

28 de set. de 2009

Falar por falar

Ainda há pouco tempo e em conversa com amigos, veio a lume a forma como certas pessoas falam umas das outras.

Muitas vezes são questionadas as capacidades técnicas, inter-pessoais, gestão... Vou contar-vos um segredo…

Estou a borrifar-me para essas conversas, não quero saber, não me afecta.

O Sol não se deixa de levantar por causa disso, cada um sabe de si e Deus sabe de todos.

Porque é que me havia de preocupar?

Na minha actual forma de estar, quando oiço as pessoas a queixarem-se de algo fico triste por elas.

Por norma, as pessoas que se queixam, são pessoas que querem que as coisas sejam feitas à maneira delas.

Por isso e vistas as coisas de uma perspectiva pouco comum, seria preocupante ouvir…

- As consequências destas acções...
- Estas vão ser as vantagens em fazer as coisas desta maneira…
- Estamos a fazer isto....

Se não ouvirmos as opiniões e as razões para fazermos as coisas de forma diferente, o que estamos a ouvir é uma forma de frustração de alguém que tem a necessidade de fazer as coisas à sua maneira.

O fim-de-semana passado falava com o Mestre Pantazi em relação aos tipos de agentes de ensino.

Uma das questões que ele me colocou foi esta:
Se as pessoas não têm alunos ou não são seguidos, porque é que insistem em se intitularem como "Mestres"?

A palavra "Mestre" neste sentido, não é dada com a intenção de definir a mestria de um indivíduo em determinada matéria, mas sim com a nobre intenção de se definir como "Líder" de um grupo.

A resposta provavelmente será "Ego", no entanto, eu sou das pessoas mais suspeitas para falar nisso, pois o meu é bem grande e por vezes tenho grandes dificuldades em o controlar. Por isso disse ao Mestre que ia reflectir e depois dava-lhe a resposta.

Como diz o Ricardo Gama...
"Mestre?
hum,hum..."

Se não apresentamos "uma" solução, fazemos parte do problema.

Interessante? Não?

Já agora?
E se os problemas nos perseguem?
Será "Impulse"?

Todo o trabalho merece ser remunerado de forma justa

Como instrutor/mestre (Treinador) de karate, é frequente deparar-me com um dilema que muitos colegas também enfrentam: a questão do dinheiro...