8 de mar. de 2010

ASSUSTADOR!! ... NÃO??

Uma em cada 4 crianças já sofreu bullying.

O bullying é um comportamento que se caracteriza pela ameaça ou agressão de forma intencional e repetida e que ocorre sem motivação evidente.

"Há alturas em que a criança, para se sentir segura, precisa de mostrar aos outros que é mais forte, … o bullying pode ser encarado como uma forma de exorcizar os medos."

Este comportamento é praticado por um sujeito ou por um grupo de sujeitos, com o objectivo de intimidar ou agredir outro sujeito ou grupo de sujeitos. É praticado por crianças ou jovens que têm, por qualquer motivo, mais força e poder que a vítima.

A escola é um dos lugares onde o bullying é exercido com frequência, uma vez que neste espaço convivem diariamente crianças e/ou adolescentes. Pode ocorrer dentro ou fora da escola, em zonas onde a supervisão adulta é mínima ou inexistente e não está restrito a nenhum tipo específico de instituição: primária ou secundária, pública ou privada, rural ou urbana.

Para garantir a conquista pelo poder, "os agressores vão detectando as suas vítimas nos recreios da escola". O bullying baseia-se, por isso, numa luta desigual: há uma vítima e um agressor (também conhecido por bully). As vítimas são, normalmente, "miúdos emocionalmente retraídos e com menos capacidades para encontrarem soluções ou fazerem queixa".

O bullying é um problema grave que acontece todos os dias, um pouco por todo o mundo, e que pode levar a vítima à depressão, à perda de auto-estima e, em último caso, ao suicídio conhecido por "bullycide".

5 de fev. de 2010

Artistas Marciais...parte II

De malas aviadas para Frankfurt e desta vez para orientar um Seminário de Aplicação do Kyusho no Kata.

Eis que me vejo na obrigação de cumprir o que prometi...

A postagem seguinte!!

O que o Karate tem em comum com as modalidades desportivas, é nada, niente, nothing, rien, néstum.

Faz parte da natureza humana competir.

Competimos para ser mais fortes, mais rápidos, etc....

Quando se fala de Karate como desporto, gosto de o comparar a uma dança.

A dança é uma forma de expressão corporal, certo?

No entanto existem competições de dança (danças de salão, Hip Hop, etc...).

Apesar disto, ninguém fez cavalo de batalha tornar a dança num desporto.

Além da questão se o Karate é um desporto, uma arte marcial ou "what ever", creio ser fundamental encontrar e desenvolver modelos pedagógicos para a prática do Karate como modalidade.

Uma das grandes lacunas em Portugal, prende-se com o facto de não haver grande formação na área do Karate Infantil.

O "MEU" Karate é Marcial, no entanto esse Karate só é ensinado (no meu caso) a quem o pretende aprender.

Como diz o meu amigo Giannola, "Já sabes tudo o que te ensinei, mas não sabes tudo o que eu sei".

O (meu) Karate Marcial, não é um Karate de violência, nem um Karate de "Luta" é um Karate "Shiai kokoro kamae".

É um estado de espírito (Kokoro) competitivo (Shiai) de forma a melhorar as minhas capacidades de alerta (Guarda - Kamae).

Não ando na rua à espera que me ataquem, nem ando de Katana debaixo da gabardina "à La Highlander".

Tento estar alerta e ter a percepção do que me rodeia e tento melhorar essa capacidade todos os dias.

Este fim-de-semana vou abordar um tema interessante em Frankfurt, a aplicação do Kata de Karate em defesa pessoal tendo em consideração os tempos em que vivemos, num estado de direito.

Espero que continuem a seguir este Blog, na terça-feira faço uma próxima postagem.

Até lá ...

2 de fev. de 2010

Artistas Marciais...parte I

Cá estamos nós novamente...

Esta é a primeira postagem e é uma contra-opinião ao do Sensei Armando Inocentes (ver blog).

Vou tentar começar do princípio e de uma forma lógica...

Budo, significa Caminho Marcial.

Este termo começa a surgir devido à "pacificação" no Japão durante o Xogunato Tokugawa...

Antes existia o termo BuJutsu (Arte Marcial). No entanto o Budo começa a ganhar mais relevância durante a Restauração Meijin, tempos que definem entre outras medidas o "fim" das classes guerreiras Samurai.

Agora...

Existe uma questão pertinente…

Onde se encaixa o Karate nesta definição?

Na sua origem, em lado nenhum, pois o Karate (Te) era uma forma de combate civil praticado pelos habitantes de um arquipélago a sul do Japão (a Ilha de Okinawa).

Se analisarmos os termos utilizados até essa data, reparamos que não existe o termo Marcial.

Nos livros dos "especialistas", tais como McCarthy, refere-se a esta forma de combate como "civilian fighting arts".

Não seria correcto chamarmos Arte Marcial ao Karate.

Marcial na "verdadeira" concepção da palavra significa guerra e as guerras são travadas por forças militares (??).

Desta forma seria pouco correcto afirmar que a arte Marcial está ligado ao Budo.

Não acho que seja o mais correcto.

No entanto para uma maior compreensão do público em geral, compreende-se a utilização da expressão.

Para alguns (e não são poucos) da nossa classe, o Karate era o que os camponeses aprendiam para dar "porrada" nos samurais, claro ....

Isto seria tema para outra postagem…

Quando praticamos Karate Tradicional (o tradicional aqui é relativo e concordo com o Sensei Armando. Pode também ser uma desculpa ao receio da mudança), podemos faze-lo como uma forma de combate. Combate não significa necessariamente vale tudo até à morte. O crime combate-se, os fogos combatem-se, até mesmo as paixões podem ser combatidas.

No fundo, poderemos dizer que combate pode significar "dominar" ou mesmo "controlar".

Quanto ao Karate ser um desporto...

Bem, isso fica para 6ª feira, que esta postagem já está longa e o Nokia E63 já está a ferver.

27 de jan. de 2010

De volta em 2010

Ora cá estou eu novamente às voltas pela terra de Camões.

Depois de uma pausa de 3 semanas eis que estou de volta às minhas voltas e treinos das Artes. O fim-de-semana passado estive no Norte do país para orientar uma sessão de Kyusho aplicado ao trabalho de Kakie de Goju Ryu com um grupo muito simpático.

Um muito obrigado pela recepção.

Apesar de andar afastado deste espaço virtual, não quer dizer que não esteja atento ao que se passa pelo mundo do Karat.

Uma das coisas que me continua a preocupar dentro do Karate, é a necessidade (para alguns) de transformar o mesmo num desporto.

O Karate é uma actividade física, mas isso, não faz da modalidade um desporto.

"Just my opinion".

É urgente criar modelos de pedagógicos e de marketing para voltar a dar uma nova força e protagonismo ao Karate.

Na minha opinião (e do Monsieur Didier) é preciso apostar no desenvolvimento do Karate de Defesa Pessoal, Tradicional, Contacto e modificar as regras desportivas do Karate.

Enquanto andamos a reboque de idealistas, os Franceses recusam-se a falar de Karate Olímpico durante os próximos 40 anos.

Se desejarmos ganhar esta batalha é necessário começar a trabalhar desde já e é preciso criar um objectivo a (muito) longo prazo.

Provavelmente serão outros a colher os louros desse projecto.

Ou não.

O Karate é uma actividade física que por vezes requer contacto.

Não nos podemos esquecer das escolas de Shotokai que se recusam a trabalhar Kumite.

Serão essas escolas menos Karate do que as outras?

Então e o Kyokushinkai?

É menos Karate porque já implica mais contacto?

Qualquer que seja o discurso em relação a qual a orientação que o Karate deve ter, esta orientação será sempre ... subjectiva (???).

Quando a maior parte das vezes apontamos as diferenças que nos separam, esquecemo-nos dos pontos que nos são comuns.

E um dos grandes erros que necessariamente faremos é a tentativa de uniformização...

Nós somos apenas Artistas Marciais...

Mas isso é o tema da próxima postagem.

25 de dez. de 2009

Feliz Natal 2009

Ho Ho Ho... Não, não é o Pai Natal, é o João "Rena" Ramalho (segundo a Rossana Garcia).

Bem sei que tenho andado afastado do Blog, não é que seja por esquecimento, é mais por maior gestão de tempo.

Tive uma recta final de ano infernal no trabalho (cuidado com as piadas no que se refere à instituição).

Como o dia só tem 24 horas e a noite não tem o mesmo número de horas tenho de gerir esse pequeno contratempo.

Este ano foi um ano com alguns imprevistos muito maus, mas também foi o ano em que viajei mais (Espanha, Inglaterra, Estados Unidos, Alemanha, Itália) e conheci pessoas espectaculares.

Bem... Para o ano de 2010 esperam-se grandes projectos marciais.

Vai ser o ano em que vou ser linchado, queimado e submetido a todas as outras formas de tortura utilizadas pela Inquisição.

Neste momento estou a fazer uma pesquisa sobre uma Kata avançada de Naha-Te e espero ter tudo pronto lá pela Primavera para fazer uma apresentação desse trabalho.

Bem, quando estiver a arder na fogueira, podia estar acompanhado por uma loira, mas acho que não...

O melhor que me pode acontecer é estar de mão dada com um homem...
E se calhar careca.

Podia ser melhor, mas não era a mesma coisa. Pois não??

Bem, como estamos em altura de Festas, só me resta desejar-vos umas boas ditas, e um Feliz Ano Novo.

Já agora, divirtam-se com o vídeo “clip” da Kaizen Karate Portugal.

2 de dez. de 2009

BIRMINGHAM REPORT

Depois de passar três dias em casa, lá fui eu mais uma vez de viagem, desta vez o destino era Londres – Inglaterra.

Encontrei-me no aeroporto de Lisboa com os meus colegas instrutores, Jorge Quaresma e Marco Cruz. O plano de ataque era o seguinte…

Voávamos para Londres, alugávamos um carro no aeroporto e depois conduzíamos a viatura até Birmingham.

Simples, não?

A parte do voo foi fácil, a chegada ao atendimento da Europcar, foi muito fácil, agora a saída do parque de estacionamento…

Os Ingleses são do mais traiçoeiro que existe, um gajo olha para atravessar a estrada e pimba os gajos aparecem de onde menos se espera. Quando uma pessoa sai das rotundas, os tipos parece que vem contra nós. E para ajudar, os camionistas, guiam como os Tugas, mas do lado esquerdo.

Enfim…

Depois de uma viagem relativamente calma, lá chegamos a Birmingham

À nossa espera estava a Sensei Henrieheta. Depois de nos registarmos lá fomos almoçar por volta da 16.00.

O 1º treino deste Gassshuku começou sob a orientação do Sensei Sensei Kevin, assistido pelo Sensei Keith, onde foi dado algum destaque na técnica de base e foi trabalhado Sandan Uke Harai e algumas das suas variantes (Sandan Gi).

No final do dia, fomos convidados a juntar-nos ao grupo dos Instrutores Seniores, num jantar oferecido pela GKI.

Foi uma noite muito agradável, o Marco Cruz, meteu a conversa em dia com o Sensei James Rosseau, o Quaresma e eu falámos com o Sensei Kevin, sobre a oportunidade e disponibilidade do mesmo vir a Portugal.

O treino de sábado começou com um aquecimento mais ou menos rápido, o mesmo ficou a cargo do Marco Cruz, pondo o pessoal a ferver em poucos minutos…

As Katas básicas foram observadas e corrigidas, com o objectivo de tentar uniformizar os tempos das mesmas. Mais uma vez se deu ênfase às Kata Saifa, Seiyunchin e Schisochin. Ao contrário de se “obrigar” as pessoas a fazerem as Kata da mesma forma, trabalhou-se a base do estilo Goju Ryu, aquilo que é nuclear a todas as linhas de Goju Ryu de Okinawa, os princípios e os conceitos.

Na segunda sessão da manhã, os candidatos a exame foram “levados para um canto”, para poderem trabalhar as Kata que iriam ser pedidas para exame, mas acima de tudo, limar arestas…

Ao final do dia foram feitos diversos exames de graduação, os Sensei Marco Cruz e Jorge Quaresma, candidatavam-se à graduação de 5º Dan.

Tudo o for dito aqui em relação aos exames deles pode parecer tendencioso, por isso a única coisa que direi é que fizeram um exame MUITO BOM, não eram os únicos a fazerem exame para 5º Dan e a página da GKI tem um artigo/report sobre o evento passem por lá …

http://www.gki.org.uk/showevent.php?id=150&doctitle=News%20Item

Depois do exame e depois de um banho bem merecido, lá fomos jantar à “Sayonara Party”. Os dois instrutores Portugueses foram bastante aplaudidos e no final, quase todos os instrutores os vieram felicitar pelo resultado e pela excelente performance.

No último dia, foram abordadas as Kata Seisan e Suparimpei sob o olhar atento do Sensei James Rosseau, foram sensivelmente 2 horas para a Kata Suparimpei.

No final, diversos instrutores foram convidados a ministrar uma sequência técnica ou um exercício para os participantes menos graduados, cabendo ao Marco Cruz a parte de endurecimento de braço, ao Jorge Quaresma endurecimento de pernas e a mim os sinistros tsukis em shiko dachi.

E pronto, depois de terminadas as honras e entregues os presentes, lá voltamos a Londres, sozinhos, fomos como viemos, os três e só os três.

Sozinhos…

Hummm….

Como já estou a ver certas pessoas a ler nestas entrelinhas uma certa ironia, aqui vai mais uma dica, já está escrito, mas só vou postar no Sábado ou no Domingo…

Até lá….

30 de nov. de 2009

MIAMI REPORT

Cá estou eu de volta ao meu Blog, com tantas viagens pelo meio por vezes não tenho tempo para actualizar o Blog mais marcial de Portugal… LOL

Nos dias 10, 11 e 12 de Novembro realizou-se a Convenção Internacional de Kyusho, nos Estados Unidos (Miami).

Desta vez foi a bordo de um bote (Majesty of the Seas), pelo que este ano a frequência do seminário foi muito reduzida visto muitos dos “participantes” aproveitarem o cruzeiro realmente para passar férias, levando as respectivas famílias e desfrutarem de quatro dias nas Bahamas.

Quanto aos treinos, os Tugas (2) estiveram presentes em todas as sessões onde, mais uma vez, os participantes foram prendados com informação de alto nível.

Como resultado ficou muita informação para ser trabalhada em território nacional.

Foi uma excelente oportunidade para trabalhar o “Kyusho Tactical Control Program” com os mestres Jim Corn e Fred Mastinson.

Só posso dizer que é um conceito muito bom e não é à toa que se vai realizar a primeira certificação de instrutores Europeus em terras Lusas no dia 20 e 21 de Março com a presença de diversos instrutores Europeus.

Lamento imenso, mas este curso, orientado pelo Grande Mestre Jim Corn, é exclusivo a instrutores da Kyusho International.

Com o Mestre Evan Pantazi trabalhamos “Compression KO's - Blood Attacks - Kyusho Entries” e mais uma vez fomos presenteados com trabalho de excelente qualidade.
O Mestre Gary Rooks trabalhou a aplicação do Kyusho em “MMA - Revivals for Sound Projection e Sound Projection” comprovando a todos os participantes o porquê da admiração do Mestre Pantazi por ele.

O Mestre Mark Kline trabalhou o “Break Down” (interpretação) da Kata Fukyu Kata com uma visão muito interessante no trabalho de Kyusho/Tuite, evidênciando a importância da deslocação e transição de posições durante o trabalho de Kata.

O Mestre Asa desenvolveu o trabalho de projecções e de chão e o trabalho de “sensitivity drills with energy transfer”, trabalho esse, que nós Tugas ainda temos muito para desenvolver.

E pronto, lá foram quatro dias de “Cruzeiro”…

Antes e depois deu para dar umas voltas por Miami Beach, ir ao Love and Hate, a loja do Miami Ink, onde fiz uma tatuagem com o Morgwn Pennypacker.

Chegado a Portugal, consegui ir a casa durante três dias e depois entrar no avião e voar para Inglaterra.

Tinha de estar presente no Gasshuku de Inverno da Goju-Ryu Karate International, mas essa postagem fica para 4ª feira que esta está demasiado extensa.

PS. O artigo já está feito, é só ler …. na quarta-feira, claro.

Todo o trabalho merece ser remunerado de forma justa

Como instrutor/mestre (Treinador) de karate, é frequente deparar-me com um dilema que muitos colegas também enfrentam: a questão do dinheiro...