6 de out. de 2010

Kata em competição

Durante o campeonato do Mudo de Karate Goju Ryu, organizado pela WGKF, viram-se inúmeras katas de diversas organizações de Goju.
Deu para ver as diferentes formas de executar a mesma Kata.

Como “fundamentalista” das Kata, acredito, reconheço e aceito que uma Kata possa ter diferentes “timings” e “tempo”, aceito que as técnicas possam fugir um pouco ao “standard técnico” efectuado por mim, o que importa é o tal dito de “Kihon”.

Um dos pontos-chave para a avaliação de uma Kata (critérios de decisão) é a forma correcta (Kihon) do estilo praticado, bem como o uso correcto da respiração como auxiliar do “Kime” (Kime é definido como, bom timing, ritmo, velocidade, equilíbrio e focos de potência).

O Kata não é uma dança ou uma performance teatral. Deve seguir os valores e princípios tradicionais. Deve ser realista em termos de combate e evidenciar concentração, poder e potencial impacto nas suas técnicas. Deve demonstrar força, poder e velocidade – assim como elegância, ritmo e equilíbrio.

Concluindo, uma Kata deve respeitar o desenho básico e os princípios de cada estilo.

O Goju como estilo, é caracterizado pelos movimentos circulares, respiração acentuada, alternância de movimentos rápidos e lentos e “Mushimi”.

Um dos grandes ERROS que vejo nos dias de hoje, é a “Shotokanização” do Kata, ao longo dos anos os competidores e os treinadores tem a tendência a transformar o Kata conforme as suas necessidades competitivas, na minha opinião não o devem fazer, pois se o fizerem podem e devem ser penalizados por não respeitar o Kihon do estilo.

Por exemplo:
Na Kata Seiyunchin, os gedan barai devem ser circulares e não rectilíneos.
Na Kata Seisan os pontapés iniciais são Kansetsu e o final é chudan.

Não faz sentido fazer pontapés a rondar o Jodan em Kata de Goju…

Alem disso, porque é que se passa o tempo a imitar o Shotokan e o Shito-Ryu?

Comecem a imitar a Wado-Ryu, que também é estilo de Karate.

Até lá…
Bless þangað til í næstu viku

5 de out. de 2010

Seminário e Campeonato do Mundo

O Fim-de-semana passado estive mais uma vez em Olhão para orientar um seminário de Kyusho, organizado pelo Mestre Filipe Leandro, “Study Group Leader” da Kyusho International.

Apesar do seminário ter sido agendado no início da época e a adesão não ter sido muita, efectuámos um trabalho de grande qualidade. Trabalhámos diversos “Drills” da Kyusho Internatonal que fazem parte do curriculum, situações de defesa pessoal e Bunkai… sim, claro.

Pela primeira vez demonstrei uma parte do trabalho que vou apresentar em Novembro na Alemanha e fiquei feliz porque o pessoal que o treinou achou muito interessante e gostou.

No Domingo, a sessão foi mais reservada, tendo sido dedicada apenas aos membros da Kyusho International.

Esta sessão foi um misto de aula avançada e certificação… estão todos de parabéns …

Em especial o Mestre Leandro que atingiu o 6º nível (takedowns).
A certificação foi filmada e depois de ser visionada pelo Mestre Pantazi, vai ser colocada aqui.

O Mestre Filipe Leandro tem vindo ao longo destes anos a evoluir bastante no seu estudo de Kyusho e tem atrás de si um pequeno grupo, mas bastante coeso e isso reflecte-se na sua evolução do estudo de Kyusho.

Do dia 30 de Setembro a 3 de Outubro realizou-se o campeonato do mundo de Goju Ryu, a organização esteve a cargo da Liga Portuguesa de Karate Goju Ryu. Estiveram presentes diversas “selecções”, uma delas foi a da GKI.

Depois de uma ligeira conversa com os Sensei Pete e Ashley, chegámos à questão…
É este Karate que queremos fazer?

Pessoalmente gostei, mas… continuo a ter algumas questões em relação às Kata.

A próxima postagem será colocada aqui na quinta-feira e o tema será as Kata competitivas.

A Kaizen vai organizar em breve um seminário.
Não fazia sentido nenhum, não divulgarmos esse seminário junto dos nossos parceiros, enfim… Quem perceber a mensagem percebeu, quem não percebeu, tivesse percebido.

Até lá….
Sayonara, good bye Maria Ivone… e Viva a República...

19 de set. de 2010

O inicio e formações

Este início de época está a ser particularmente difícil, a Rafaela iniciou uma nova etapa nos estudos escolares e isso significa mudanças, mudanças de rituais e horários…

Depois a “fábrica”…

Estamos numa fase de reestruturação e acumular de funções.

Esta semana terminou para mim, com mais um curso de Defesa Pessoal.

O pessoal foi espectacular, empenhou-se de corpo e alma. Este curso teve uma duração de 10 dias com 6 horas de treino diário… Duro!!

Durante as férias comprei diversos DVD e ofereceram-me outros tantos e “prontos” sinto-me um pouco rendido ao trabalho do Sr. Pierluigi.

Não considero que o trabalho que ele faz, seja o futuro da formação, no entanto e vendo o trabalho apresentado, acho que é uma mais valia no trabalho de posições nos escalões de formação.

Já que estamos a falar de escalões de formação e só para ser do contra aconselho vivamente a fazerem uma pesquisa por Alain Foltzer. Este Sr. é responsável pelo site www.infokarate.com e no seu site contem diversos dvd`s de apoio pedagógico.

Apesar de andar longe do Blog, isso não significa que ande longe do Karate nem do Kyusho, bem pelo contrário.

No dia 23 de Outubro, a Kaizen vai organizar um seminário sobre o treino de “Crianças e Jovens Karatekas”.

Conscientes das nossas fragilidades decidimos promover um seminário com o melhor que existe em Portugal na área da formação e para isso convidámos os Sensei`s João Dias, Joaquim Gonçalves, Armando Inocentes e Ricardo camisão.

Vamos ter diversas “surpresas” neste evento.

Estou prestes a assinar um “protocolo” com uma instituição para a realização do Gasshuku Europeu da Goju-Ryu Karate International em Portugal e se as coisas se realizarem como nós (Kaizen) desejamos, é muito provável que o Gasshuku de 2011 seja um evento a não esquecer durante os próximos anos.

Terminei o meu trabalho sobre a Kata Saifa.

Este trabalho vai ser apresentado na Alemanha, durante a Convenção da Kyusho International. Foca as vertentes mais tradicionais do Karate com ataques “ à lá Karate”, mas também tem trabalhos pouco convencionais, tipo defesa pessoal, com defesas a ataques menos tradicionais, para um Karateka… tipo “Street fight”.

Adicionalmente ao trabalho de Saifa, vou mostrar na Alemanha, um trabalho sobre a Kata Jion… mais ou menos nos mesmos moldes.

Para terminar, no próximo fim-de-semana vou estar em Olhão a orientar um seminário de Kyusho, vamos trabalhar defesa pessoal, Kyusho táctico e claro… Bunkai (se alguém o desejar).

Um forte abraço e aquele Sayonara, Good Bye Maria Ivone.

7 de set. de 2010

Inicio do 2010 - 2011

Ora vamos lá pessoal…

Depois de umas férias bem merecidas, cá vamos nós arrancar com uma nova época, novos projectos e novos desafios... Hajime...



Este fim-de-semana arranquei oficialmente com as minhas actividades.

A Kaizen organizou um workshop para os seus instrutores, membros dos corpos gerentes e amigos instrutores. O workshop teve uma duração de 4 horas e foi seguido de um almoço de confraternização e de um treino para instrutores, orientado pelo Sensei Carlos Pereira.

A temática do treino da tarde foi Kata Shitei de Goju Ryu, dando o Sensei Carlos Pereira um parecer do ponto de vista de árbitro e treinador de Kata.

Apesar de me considerar um “velho do Restelo” em relação à Kata, acredito que para se “vingar” no mundo da Kata desportiva, se tenha de mudar algumas coisas na mesma, de forma a torna-la mais “atraente”, claro…
Existem riscos inerentes a essas mudanças…

Enfim…

Depois de uma formação destas… sinto-me MOTIVADO para mais uma época.

Como grupo, temos imensos desafios pela frente, há que organizar a 2ª Taça Kaizen, 2 estágio internos, o Gasshuku Europeu da GKI e um seminário de “crianças e jovens Karatekas”.

Pelo meio tenho os meus projectos pessoais…

Pela primeira vez, vou apresentar uma amostra de um trabalho de Kyusho que tenho feito em relação às Kata Jion e Saifa.

Essa apresentação vai ser feita na Convenção Internacional de Kyusho em Novembro, em Darmstadt – Alemanha. Não vou abordar as técnicas todas de ambas as Kata, apenas 2 ou 3 de cada e depois poderei demonstrar algumas mais, a pedido dos presentes.

Em Agosto, durante o Gasshuko da GKI (Bélgica) demonstrei um pouco do trabalho de “Advanced kakie” que tenho vindo a desenvolver e apenas posso dizer que ouve muita gente interessada neste trabalho, ao ponto de me pedirem para fazer umas filmagens e disponibilizar ao pessoal, ando muito tentado a fazer isso… logo se vê.

Entretanto, se quiserem aparecer por Olhão no final do mês, apareçam.
Vou estar por lá a orientar mais um seminário de Kyusho, com algumas surpresas.

2 de ago. de 2010

Só Kata? é um pouco redutor, não?

Boas pessoal….


Tenho andado mesmo cheio de trabalho.


Existe uma média de 400 candidatos diários à “fábrica”.


Amanhã (terça-feira) à noite vou para o Porto, vou para um estágio de Karate na Bélgica e saio do Porto às 11H00 com a comitiva do Sensei Moreira.


Além do trabalhinho ainda tento arranjar tempo para fazer as minhas Katas e um pouco de preparação física, como treino sozinho dou graças aos Deuses alguém ter inventado as Kata… hummm!!!


Isto leva-me a pensar (mais uma vez) sobre o verdadeiro significado da Kata…


Recentemente recebi um mail sobre uma postagem anterior, na qual eu considerava o Daido Juku um estilo de Karate, isto faz-me pensar 2 coisas:

1ª – Ainda existe pessoal que visita o meu Blog

2º - Porque é que será que o meu Blog é um dos mais apontados no Google?

Hum… mistério da fé.


Ultimamente tenho andado muito religioso. :)


Adiante, não vou debater ponto por ponto o mail que recebi, no entanto acho que é pertinente tocar nalgumas “afirmações” que são apontadas.


“A essência do Karate está nas Kata”


Bem, existem algumas “linhas”, que dizem que a essência está nos Kihon Kumite (combates pré estabelecidos), muitas vezes crio sequencias técnicas isoladas, no passado acho que os fundadores dos estilos de AM faziam o mesmo, calma, não quero dizer com isto que vou criar o meu estilo …


No passado, os alunos apenas aprendiam uma Kata interna e uma outra externa, será que as escolas de Karate tinham pouco na sua essência?


Acho que não.


Acredito que nas Kata, estão as técnicas que caracterizam o estilo.


Poderíamos chamar à aplicação dessas técnicas as Bunkai, muitas escolas (ou pessoas) acreditam que são os verdadeiros detentores das verdadeiras aplicações, isso é um pouco relativo.


Por exemplo, o estilo de Karate Shotokai, em muitas escolas apenas se pratica Kihon e Kata, “No” Kumite, Nada, Niente.


Será o Kata um tipo de bailado?

Não. Acho que não.


Por isso, dizer que a essência do Karate está no Kata é um pouco “redutor”.

Não estou a dizer que a essência não está na Kata, estou é a dizer que a essência do Karate não se encontra só no Kata.


Muitas vezes somos levados a pensar e a assumir “clichés” que nos são transmitidos de “boca em boca”.

Aqui vai uma pequena brincadeira que se utiliza lá na fábrica com a transmissão verbal de ordens ou ideias:


DIZ O CAPITÃO AO ALFERES:

- "Vai haver amanhã um eclipse do sol. Mande formar a Companhia em farda de trabalho na parada, onde explicarei o fenómeno que não acontece todos os dias. Se chover, não se verá e, por isso, deixe a Companhia na caserna"


O ALFERES TRANSMITE A ORDEM AO FURRIEL:

- "Por ordem do nosso Capitão, amanhã vai haver eclipse do Sol em farda de trabalho. Toda a Companhia forma na parada, onde o nosso Capitão dará as explicações, o que não acontece todos os dias. Se chover o eclipse é na caserna."


O FURRIEL DIZ AO CABO:

- "O nosso Capitão vai fazer um eclipse do Sol na parada se chover, o que não sucede todos os dias, não se vê nada; então o Capitão, dará a explicação em farda de trabalho na caserna."


ENTÃO, O CABO TRANSMITE A ORDEM AOS SOLDADOS:

- "Soldados, amanhã, para receber o eclipse que dará a explicação sobre o nosso Capitão em farda de trabalho, devemos estar na caserna onde não chove todos os dias.


POR FIM, COMENTÁRIOS ENTRE OS SOLDADOS:

- Amanhã, se chover, parece que o capitão vai ser eclipsado na parada. É pena que isso não aconteça todos os dias...


Bem, quando regressar vou fazer uma retrospectiva da época desportiva, se quiserem saber, dêem uma vista de olhos por aqui.

18 de jul. de 2010

Receitas rápidas e armários

Pois é...

Estamos quase no final da época.
Por mim fechei esta semana um dos estamines e o outro, fecha só para a semana.

O fim-de-semana passado estive no Algarve a orientar um estágio de Karate Kyusho/Bunkai e só posso dizer bem deste evento.

Quero agradecer publicamente ao Sensei João a excelente recepção e o excelente ambiente...

Domo Arigato!

Como não podia falou-se de diversas coisas, umas relacionadas com o Karate e outras também não.

Quando da minha chegada à capital, eis que sou abordado por diversos temas e opiniões, uma conclusão...

As pessoas gostam de receitas rápidas, tipo, "8 repetições ganhas massa, 15 repetições secas"...

Esta foi adquirida durante uma das conversas da praia para o campismo... :)

Adiante...

O povão em geral (aquela meia dúzia de três ou quatro) gosta de classificar as pessoas, segundo o seu standard, ou mesmo visão, a maior parte deles não vê nisso uma excelente oportunidade para mostrar a sua... digamos... estupidez!

Neste momento estamos perante uma "revolução" institucional, há muito que deixámos de ser Instrutores, para passarmos a ser treinadores.

Pessoalmente é me indiferente como me chamam, desde que não me chamem "Pai".
Por mim... está-se bem, ou então como se diz aqui na terra do surf... "tranquilo".

Grande parte das pessoas, pelo menos as mais "limitadas", gosta de classificar as pessoas, encaixando-as em 2 tipos de prateleiras...
Este gajo é muito bom e aquele é uma mer#&... Sorry.

Aqui vai uma pequena lição de mobiliário... existem diversos tipos de armários e cada armário tem diversas prateleiras e gavetas...

Quando se classifica alguém, principalmente acima de... sei lá , 6º Dan, é preciso ter alguma sensibilidade e acima de tudo inteligência ao comparar essa pessoa com outra...

Existe uma pequena piada no seio do Kyusho e que fala de um Mestre que um dia dá os parabéns a um aluno, dizendo....

Parabéns, já sabes tudo o que te ensinei... Mas não sabes o que eu sei.

Uma coisa é assimilarmos aquilo que nos ensinam, outra é desenvolvermos aquilo que nos mostraram...

Pode parecer a mesma coisa, mas não é.

Tomado por exemplo a Kata Saifa, quando nos ensinam a Kata, temos de a fazer segundo um padrão, estabelecido por alguém. Passados uns anos desenvolvemos a nossa própria forma e intenção de a fazer, no entanto continuamos presos à forma (é natural).
Com o passado dos tempo, largamos a forma e desenvolvemos a nossa "forma" de executar...

Em "Jap" isto é mais ou menos o conceito de Shu Ha Ri, um destes dias faço uma postagem mais profunda sobre isto.

Quando chegamos a um determinado nível, devíamos ter a inteligência para dizer que não existem verdades absolutas, nem colocar pessoas em cima de pedestais...

Vamos fazer um pequeno teste de visualização...

Fechem os olhos...
Imaginem o vosso Mestre...
Olhem para a cara dele...
Agora...
Imaginem que ele está de cócoras num daqueles buracos Japoneses...
Com prisão de ventre...
Com uma cara de sofrimento para largar o "ovo".

Pois é...
O Mestre é Humano, de certeza que tem defeitos e virtudes como todos nós e também dá “puns” como nós... pronto, agora está tudo desmistificado, os meus alunos acabaram de saber que eu dou “puns”...e mal cheirosos.

Como diz o Sensei Armando, há Mestres e Mestres (ver o Blog), mas como diz um amigo meu, acredito que tenham muito para me ensinar, eu é que não quero aprender.

Isto tudo apenas serve para dizer isto...
Quando atingimos um determinado nível, devemos ter cuidado com o que dizemos e idolatramos, se não, esse nível não corresponde ao nosso conhecimento.

Lembram-se da frase inicial?
8 rep dá massa 15 seca.

As pessoas gostam de receitas rápidas, coisas que possam meter dentro da frigideira, mexer ligeiramente e "Voilá"

Já há bastantes anos que deixei de ter a fotografia do fundador do estilo na parede do Dojo, continuo a achar que é importante ela estar lá, no entanto muita gente (quando falo disto é de instrutores) não sabe a data de nascimento do homem.

Nas Kata, muita gente não sabe a tradução do nome, nem o seu significado, muitas vezes nem sabe apontar os "pontos-chave da sua execução.

Vamos fazer um pequeno concurso:
Quem consegue apontar uma característica idêntica entre a Kata Sepai e a Kata Suparinpei?

Quem conseguir apontar essa semelhança, ganha uma t-shirt. (Kaizen)!

Enfim, é mais confortável andar atrás dos outros do que traçar o seu próprio caminho.

Hoje estiquei-me, já não vinha aqui há bastante tempo.

Para a semana há mais, vou fazer uma pequena alteração em relação ao Blog, vou passar a enviar notificações de novas postagens...

Esta não é original, vou copiar do Sensei Armando.

Bem, e assim me despeço até a uma próxima...
αντίο και έχει ήδη

6 de jul. de 2010

Saifa (1)

Já sabem, tenho andado cheio de trabalho, muitos burros para tocar e os meus ficam para trás, por isso este Blog é o que fica mais prejudicado.

Já agora, aproveito para dizer que comecei a escrever isto no meio do trânsito.

Saifa…

Esta é sem dúvida a primeira Kata ancestral do curriculum de Goju Ryu, porque as Kata GekiSai são invenções modernas e foram criadas pelo Sensei Chojun Miyagi para efeitos de promoção do Karate no sistema escolar de Okinawa.

A título de curiosidade, a Kata GekiSai Dai Ichi é conhecida em certas escolas de Shorin Ryu com Fukyu Kata Dai Ni, mas isso pode ser motivo para uma futura postagem.

Outra vez…

SAIFA

Independentemente da escola/organização, estilo ou mesmo Arte Marcial (Karate, kempo, etc…) a estrutura da Kata é basicamente a mesma e os factores que podem variar são a força, a velocidade e a própria interpretação individual.

Alguns investigadores sugerem que esta Kata tem origem nos sistemas/escolas de Leão, escolas estas que estavam baseadas em Fujian – China. Uma das referências tem a ver com o significado original dos kanjis, que podem significar “Lei de leão”, outra das referências pode ser identificada pelos “Hira Ken” que são técnicas características desta escola/estilo.

A tradução Japonesa (Okinawa) para Saifa, é entendida como esmagar (Sai) e rasgar (Fa). As características desta Kata são sem dúvida as posições fixas (grounding), as técnicas requerem múltiplas acções motoras (segmentos) e as suas técnicas de “chicote”, pode-se dizer que esta Kata representa o verdadeiro Karate de Okinawa.

Em Tuga… Curto e duro.

Ao executar esta Kata é importante definir o aspecto suave e o duro, a transição das técnicas e acima de tudo o equilíbrio.

Para mim esta Kata é a minha preferida… execução rápida, duração curta e contem técnicas muito fortes.

Neste momento estou a trabalhar num projecto que envolve a aplicação em defesa pessoal desta Kata. Defesa pessoal aplicada aos dias de hoje. Se o quiserem ver... passem pelo Allgarve.

Por hoje ficamos por aqui… amanhã (ou para a semana) há mais.

Até lá…

tạm biệt cho đến khi kế tiếp

Todo o trabalho merece ser remunerado de forma justa

Como instrutor/mestre (Treinador) de karate, é frequente deparar-me com um dilema que muitos colegas também enfrentam: a questão do dinheiro...