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4 de jun. de 2016

Kata e a neuro-plasticidade

Kata (型) é uma sequência de movimentos técnicos que descrevem uma simulação de combate.
 
O treino de kata nas camadas mais jovens está normalmente ligado à neuro-plasticidade cerebral, em cada sessão de treino são apresentadas "novas" experiências e consequentemente, uma adaptação na resposta ao estimulo. A capacidade do cérebro sofrer alterações sinápticas faz com que os circuitos neuronais sejam capazes de se transformarem e é esta característica que está na base da aprendizagem e da memória. 
 
Este processo é constante e contínuo, visto que está impreterivelmente ligado a uma adaptação às novas experiências que vão surgindo. A aprendizagem é uma das funções mentais mais importantes no ser humano e é o processo pelo qual as competências, habilidades, conhecimentos, comportamento ou valores são adquiridos ou modificados, como resultado de estudo, experiência, formação, raciocínio e observação.
 
O processo de aprendizagem de um kata pode ser medido através de curvas de aprendizagem, que mostram a importância da repetição de certas predisposições fisiológicas, de "tentativa e erro" e de períodos de descanso, após o qual se pode acelerar o progresso.
 
 A moral da história é que o treino de karate não só exercita o corpo, mas também exercita o cérebro. É importante desenvolver a reserva funcional do mesmo, através da prática de exercícios mentais e um estilo de vida saudável, para criar mais chances de manter a plasticidade cerebral e a habilidade de aprender à medida que se envelhece.

10 de nov. de 2015

Gekisai dai Ni bunkai #1

Este mês estamos a trabalhar a kata Gekisai dai Ni e a respetiva bunkai, se gostares partilha na tua rede social ... Thanks.




2 de set. de 2014

Que futuro (1) ?

Ao começarmos uma nova época desportiva, é sempre bom reflectir sobre os nossos objectivos e resultados... Aqui fica o início de algumas reflexões.

É inegável que o Karate é uma actividade atlético-desportivo, no entanto não é um desporto na acepção da palavra. Um dos objectivos da sua prática passa pela interacção entre parceiros de treino e o próprio "Eu", usando uma panóplia de movimentos (técnicas) defensivos e ofensivos usados como um meio para atingir um objectivo (??). Não havendo um objectivo final (ganhar perante um adversário), a decisão como executar as  técnicas cabe a ele e ao seu mestre, sendo que o único requisito é a correcta execução biomecanica e eficácia de movimento. 


A evolução técnica de um karateka não é mais do que a manifestação da "sua vontade e instinto", limitada pela habilidade e perícia do seu executante.

É desta forma que se coloca o Karate mais próximo das artes do que propriamente do desporto, no sentido de ambos os termos.

Na fase formativa do karateka, a pedagogia, o esforço e o respeito são as mais valias que se pode proporcionar ao praticante, na esperança que as mesmas se reflictam na sua vida, o que acabará por se reflectir numa sã cidadania. A responsabilidade de transmitir estes valores e de fomentar a felicidade (nem sempre óbvia) é dos pais e mestres.

Devemos criar condições para a criatividade do Karate crescer, mas a criatividade nunca será atingida seguindo estereótipos. Um método de ensino/treino restrito limita a criatividade e "estilo" dos nossos karatekas. A comunidade acredita numa prática para além da simples prática atlético-desportiva, e isso tem a ver com a criatividade e expressividade inerente...

Continua ...

Todo o trabalho merece ser remunerado de forma justa

Como instrutor/mestre (Treinador) de karate, é frequente deparar-me com um dilema que muitos colegas também enfrentam: a questão do dinheiro...