6 de ago. de 2011

Até já ...

Kata Sanchin por Gonçalo Bento
E prontos… 

A “modos” de despedida aqui estou eu novamente…

Sim, eu sei que ando MUITO afastado da Blogoesfera,

Este final de época foi infernal aqui para o menino e é sobre isso que vou postar.

Quero agradecer pessoalmente à Maria João, Fernando Jesus, David Alves, Ruben Infante e Iolanda Cheta, pela ajuda operacional que deram.

Um obrigado muito especial ao Miguel Castelo pela grande ajuda que deu na recta final, porque foi graças a ele que se operacionalizou o transporte dos karatekas estrangeiros para o aeroporto.

Grande trabalho efectuado pelos instrutores da Kaizen, pela mobilização dos alunos a este estágio.

Acredito que a Kaizen vai sair mais reforçada depois deste evento.

Seria uma grande hipocrisia da minha parte dizer que correu tudo bem.

Não correu…

Existiram algumas coisas que não correram bem e que para a próxima vão correr MUITO melhor. 

Houve o pequeno incidente, que por mim revela a natureza das pessoas, mas as acções ficam para quem as praticam…

Adiante …

Este estágio teve um gostinho especial, porque o meu aluno Gonçalo fez exame, tendo passado para 3º Dan.
Grande exame puto… são 19 anos de treino ininterrupto, estou muito orgulhoso. 

Está na altura de começares o teu caminho e eu estou sempre disponível para te ajudar.

Os meus parabéns ao Sensei José Ramalho, fez um grande exame para 5º Dan.

Parabéns ao Sensei Moreira, 6º Dan.
Se existem pessoas que merecem esta graduação, ele é sem dúvida uma delas, porque a sua entrega ao Karate uma referência nacional.

Muito obrigado à Inês, pela sua colaboração na “Sayonara Party”, ao Nino pela animação e Karaoke, sem eles a festa não seria a mesma.
E “prontos”…

Para o ano temos novidades, temos instrutores estrangeiros a dar com fartura, provavelmente só vamos ter um estágio nacional da Kaizen e um campeonato…

Mas isso … fica para o mês que vem.

24 de jun. de 2011

Afinal não há festa

Odeio ter (quase) sempre razão ...

Ver o post aqui

Do site da FNKP a dia 2011-06-14

"XIX Aniversário da FNK-P - dias 18 e 19 Junho 2011

Exmos. Srs.

Devido aos imensos compromissos que a Câmara Municipal de Lisboa neste momento tem, por força das festas da Cidade, debilitando, assim, a qualidade que se pretendia dar ao nosso evento, vemo-nos forçados a adiar os mesmos para uma nova oportunidade. Diga-se, desde já, que os mesmos se pretende sejam iniciados no princípio de 2012.

Este adiamento irá possibilitar o reforço do que se pretende, isto é, uma imagem mais robusta da real dimensão da nossa modalidade.

Todos os trabalhos enviados pelas Associações ficarão em depósito da FNK-P. Lançamos o desafio a todas as Associações que não enviaram até agora o seu historial, o façam o quanto antes.

Aceitem os meus melhores cumprimentos,
____________________

O Presidente da FNK-P
João Salgado
"

8 de jun. de 2011

Associação Nacional de Treinadores de Karate

Independentemente do que se possa dizer da ANTK, ela existe!

Não tem estado activa como muita gente deseja, nem tem feito grandes acções, como seria de esperar.

Na minha perspectiva, nunca existiu um grande interesse na área da formação.

Os próprios treinadores “depositam” esse ónus nas associações de estilo, formação para ser formação de Karate, tem de ser contínua, e isso deve ficar a cargo das associações de estilo(s).

Uma coisa é certa, depois do seminário “Da criança ao jovem karateka”, notou-se um interesse crescente, na formação apoiada em “métodos mais científicos”.

Após o seminário organizado pela AKDK (quero agradecer mais uma vez o convite efectuado) têm-se levantado vozes (cada vez mais), pela organização deste género de acções.

A acção de formação com o Prof Ashieri foi um sucesso, as inscrições encerraram num instante.

A grande questão que se coloca neste momento é muito simples!

Será que estão reunidas as condições necessárias para voltar a activar a ANTK?

A minha resposta é clara … SIM.

Na minha opinião, acredito que se deve olhar em frente e esquecer o passado.

Devem-se criar objectivos, planear e agir.

No passado, ninguém se lembrava da ANTK e se calhar foi por causa disso que a chama abrandou.

Neste momento existe uma necessidade e há que aproveitar essa mesma necessidade para arrancar em força com novos projectos, novos objectivos e novas ideais, acções inovadoras que façam com que a classe de “treinadores” de Karate se torne visível.

Todos os “agentes” de ensino, devem-se juntar em prol da classe e da modalidade, partilhando ideias, criando sinergias para um melhor funcionamento e uma maior projecção da modalidade.

A ANTK renovada deve arrancar com um espírito de entrega, altruísmo, …

Se for nesse sentido, podem contar com a colaboração de muita gente …

6 de jun. de 2011

Federação Nacional de Karate – Portugal

Como o prometido é de “vidro” ….

Aqui vai uma série de curtas reflexões sobre a Federação, as associações, a associação de treinadores.

Como se diz em estrangeiro … “First things first”

Federação Nacional de Karate – Portugal

É de reconhecer que a nossa federação tem desenvolvido um trabalho regular, com uma qualidade acima da média.

A prova disso é a organização de formações com grandes entidades internacionais, manutenção do estatuto de Utilidade Publica Desportiva.

No entanto continuamos muito aquém do que se deseja e se ambiciona para a modalidade. Assinam-se protocolos, fazem-se parcerias, criam-se eventos, promete-se mundos e fundos … grande parte dos resultados aparecem. No entanto os principais interessados continuam a saber os resultados das acções por portas e travessas, não que a Federação esconda as coisas, mas porque continua a existir uma falta de comunicação enorme entre a federação e o resto do “mundo”.

Navegando um pouco pela internet (eu sei que existem pessoas que não lêem nem querem saber desta forma de comunicação) é muito raro ver a Federação sair da rua do Cruzeiro para promover perante o público em geral o Karate Nacional. São os clubes e/ou as associações de estilo (ou multi-estilos) que conseguem fazer esse trabalho.

Seria interessante analisar o porquê desta inércia.

Um exemplo:

Vão se realizar as comemorações do XIX aniversário da FNK-P e vão ser expostos DEZENAS de totens (segundo dados da Federação) no Parque Eduardo VII.

Um evento destes deveria estar a ser publicitado pela FNK-P com alguma veemência …

Onde está essa publicidade?

Uma pequena pérola (sorry): “se calhar vão trazer charters com dezenas de Karatekas sócio”.

Sim, de facto conseguimos o Estatuto de UPD.

Sim, o Presidente da FNK-P faz parte do COP.

Sim, a FNK-P está muito bem vista perante o IDP, mas estes processos já estão concluídos.

Não seria interessante avançar na procura de novos objectivos para a modalidade?

Todos estes objectivos foram alcançados há 2 ou 3 anos, não nos vamos agarrar a isto ad eternum, pois não?

Espero que não …

Como o meu limite de postagem é uma folha de A4, e como já atingi esse limite…

Até 4ª feira.

31 de mai. de 2011

Karate escolar

Falava eu na semana passada sobre o Karate como desporto escolar e o seu enquadramento escolar, professores, etc.

Falando curto e duro … treinadores, instrutores, mestres, sensei, shian e tudo o mais, esqueçam o desporto escolar. Não têm a menor hipótese, não vão conseguir competir contra uma classe que está “à rasca”.

O melhor que se pode conseguir é dar umas aulas nas AEC`s.

Se não existirem professores interessados em utilizar os pavilhões…

Pois se eles acharem que conseguem ganhar mais uns “créditos”, dando mais uma ou duas horas na escola, os coordenadores responsáveis pelos pavilhões, de certeza que vão que lhes vão dar prioridade...

Dizia um colega meu de profissão, que está ligado àquilo dos desportos de combate, há que olhar para o que o sistema de ensino tem para oferecer e colmatar essas faltas, com a introdução da vossa modalidade nos sistemas de ensino (escolas).

Voltando uns dias atrás…

O método apresentado pelo Prof. Pierluigi é interessante, acho notável a metodologia, a visão e a estratégia, mas temos de “reter” alguns pontos interessantes.

A realidade da FILJKAM (Federação Italiana) não é a mesma que a nossa.

A realidade da política não é a mesma, eles tem apenas uma tutela, nós temos a confusão do ministério da educação que é responsável pelo desporto escolar, temos a secretaria de estado da juventude e do desporto que é responsável pelo desporto nacional.

Das primeiras coisas que me chamaram à atenção foi o facto de que em Itália, este modelo é praticado em clubes com tatami e isso não é possível em Portugal

O modelo de ensino que nos é apresentado, é um modelo onde as crianças fazem “um karate que não é o objectivo, mas sim o meio”, há que pensar e reflectir nesta frase.

Devemos aproveitar este modelo (e outros) para desenvolver o nosso próprio modelo, sem receios.

Não duvidemos que temos excelentes “profissionais” que podem agarrar o Karate infantil e desenvolve-lo de uma forma nunca antes visto (se calhar melhor que os Franceses ou mesmo Italianos).

Perante estes factos, cabe-nos a nós, agentes de ensino, colocar os pezinhos na terra e começar a pensar (objectivar, planear, trabalhar) no que queremos e no que nos é permitido fazer, qual é a nossa margem de manobra…

O acima mencionado, leva-nos inevitavelmente a ter de falar em associações e como geralmente sou apontado por ser “desagradável” quando falo de alguma coisa em específico, lá terei de escrever.

Mas isso terá de ser para a próxima semana. Vou colocar umas ideias sobre a Federação, as associações, a associação de treinadores e por fim uma reflexão final.

Até lá…

Até já!

25 de mai. de 2011

Karate infantil

Não passava (leia-se escrevia) aqui há já alguns dias…

Falta de tempo, paciência…

Começo a sentir o desgaste de final de época e este vai ser particularmente duro pois ainda falta o Gasshuku Europeu da GKI.

Mas apesar de não estar aqui, não quer dizer que não tenha treinado, ou não tenha assistido a formações.

Bem pelo contrário: Kyusho, Karate, Karate Infantil…

E é sobre o tema Karate Infantil que vou escrever hoje.

Nos passados dias 21 e 22 de Maio de 2011, assisti a uma formação do Professor Pierluigi Aschieri sobre Karate infantil.

Confesso que gostei muito do que vi e especialmente do que ouvi…

Estava à espera de levar com o discurso de Karate desportivo e que aquilo é que iria formar os campeões do futuro, “and so on”, “and so on” ….

Com uma demonstração real de um estudo científico sobre os benefícios do Karate nas crianças, falou sobre a importância da motricidade e a ausência dessa mesma motricidade nos dias de hoje.

Com a realização prática de exercícios (com jovens alunos de diversas escolas, que já utilizam este método), a parte da tarde foi ocupada de uma forma muito interessante e lúdica.

No segundo dia, mais do mesmo, de manhã teoria, de tarde prática, com mais exercícios.

Fica-me retido na memória o “conselho” dado por este Sr. (S bem maiúsculo):

“Portugal tem de procurar um modelo de formação que se adapte à sua realidade, este modelo é bom em Itália, porque o sistema politico é diferente”.

Continuo a achar que os treinadores/instrutores portugueses andam demasiado preocupados e concentrados em projectos que não tem a mínima hipótese. Falo no caso específico do “famoso” desporto escolar.

O desporto escolar é para os professores (ponto).

Quando me refiro aos professores, não falo só nos professores de Educação Física, falo em todos os agentes de ensino do Ministério da Educação.

Esta é a nossa realidade, temos professores a recibos, contratados, deslocados, “desalojados” e não temos a menor hipótese de contribuir para o “enterrar” desta classe, é uma questão de utilizar um pouco a cabeça!

Se há falta de emprego na classe, faz sentido criar buracos para o aumento do desemprego?

NÃO.

No final da semana concluo a postagem…

Até lá

Ciao!!

22 de abr. de 2011

Nem tudo é o que parece...

Dizia eu a semana passada que “As Kata não começam com uma defesa, mas sim com uma Uke Waza”

Uma das coisas que me intrigava no passado era a ideia de “Tori” e “Uke”…
Se Uke é “defesa” porque é que o fulano a quem chamavam de Uke era o que atacava sempre? E o Tori que era o que defendia?

Depois de algumas pesquisas e conversas com amigos que percebem mais disto do que eu, foi-me explicado que a palavra Uke pode significar absorver…
Então neste sentido, o Uke no trabalho a dois já começa a fazer sentido, pois é ele que vai receber a técnica…

E a palavra Uke de “Age-Uke” será que essa palavra tem o sentido de defesa?
Se analisarmos a forma “básica” (Kihon) de um Age-uke, a melhor maneira de interpretar o movimento é ver o movimento como uma defesa. No entanto, quase todos os estilos executam essa defesa em dois tempos, o primeiro tempo é utilizado como uma forma de “absorção” e a segunda como uma forma de bloco e este tempo sim, de uma forma “dura” e “rígida”.

Tendo em conta que o Karate foi desenvolvido como uma forma de combate, (praticado por civis), não será estranho pensar que o movimento na sua plenitude é apenas e exclusivamente uma defesa?

Será de todo impossível pensar que naquela complexidade de movimentos não estará uma “porradinha” pelo meio?

Por baixo deste post vão estar três vídeos, o primeiro tem a Kata Gekisai Dai Ichi, o segundo um Kihon Renzoku Bunkai (aplicação básica contínua) e o terceiro uma Oyo Bunkai (Aplicação Livre)…

Nota: Tive a preocupação de escolher diferentes protagonistas/Organizações





Todo o trabalho merece ser remunerado de forma justa

Como instrutor/mestre (Treinador) de karate, é frequente deparar-me com um dilema que muitos colegas também enfrentam: a questão do dinheiro...