No final de todos os anos devemos fazer uma retrospecção em relação à nossa vida de forma a nos tornarmos melhores seres humanos.
Quero agradecer a todas as pessoas que tornaram possível a realização dos diversos encontros de Kyusho pelo Pais (Álvaro Silva, José Ramalho, Rui Gouveia Pereira, José Mendes, Fernando Coutinho, Fernando Branco, José Jordão).
Pela primeira vez, foi possível trabalhar lado a lado com diversos praticantes de diversas artes/desportos/sistemas, de uma forma aberta, com o intuito de partilhar as diversas experiências e isso só foi possível graças a vocês, graças à vossa vontade de partilhar…
Fica sempre na nossa memória e coração o Ricardo Gama, que apesar de estar lá longe, nunca se coibiu de vir a Portugal e de boa vontade compartilhar os seus conhecimentos com os seus amigos…
Fica-me marcada a presença de grandes nomes do panorama marcial Nacional nos diversos encontros, demonstrando um grande sentido de humildade e uma grande lição para as gerações mais novas, exemplos que devemos todos seguir.
Se calhar tudo isto significa partilha, ajuda, boa vontade.
Ao Pai Natal quero agradecer todos os bons amigos que tenho!
E que o próximo ano seja tão bom como o último.
Boas Festas e feliz Ano Novo para todos vós e para as vossas famílias.
24 de dez. de 2007
21 de dez. de 2007
KARATE NÃO É BUDO
Karate não é Budo.
Apesar de não comentar muito os blogs de outras pessoas, não significa que não os veja e leia.
No dia 5 de Dezembro, o autor do blog “Do o meu caminho” colocava a questão:
Kata ou Kumite - qual é o mais difícil?
Um artigo interessante. Na minha opinião ambos são dificeis, mas a questão não é a Kata ou o Kumite, mas sim a parte final do artigo (de passagem um excelente artigo) em que é dito:
“…porque a procura da mestria dos três estágios referidos (Tai-Gi-Shin - Corpo-Técnica-Espírito) que são próprios de um Budo não o são, de um “apenas” desporto.”
Isto é apenas uma opinião pessoal (refiro-me à minha) e por isso vale o que vale…
O Karate é oriundo de Okinawa. Apesar de se associar o Karate ao Budo e à forma de estar e pensar Japonesa, a realidade é que o Karate é uma arte marcial de Okinawa com uma grande influência Chinesa.
Foi introduzido na ilha principal nos anos 20 do Séc. XX e antes desse periodo (cerca de 1879) o reino de Okinawa (Ryukyu) foi abolido e passou a ser uma prefeitura Japonesa. Acredito que nessa altura foi importante encaixar o Karate nalgum sítio, se calhar no Budo, porque se corria o risco de se perder o Karate como actividade cultural do povo de Okinawa.
A título de curiosidade…
Sabiam que as formas de combate mais praticadas no inicio do Séc. XX em Okinawa eram o Judo e o Kendo?
O conceito de Budo, se calhar encaixava bem na antiga forma de treinar Karate…
Budo pode ter varios significados, mas existe um muito importante, “vida e morte”, que no fundo poderá ser essência do Budo.
Como esta postagem já vai longa e aborrecida, guardo o resto para 4ª feira…
Se me quiserem enviar o vosso comentário, estejam à vontade, como disse no início, é apenas a minha opinião e por isso vale o que vale.
Apesar de não comentar muito os blogs de outras pessoas, não significa que não os veja e leia.
No dia 5 de Dezembro, o autor do blog “Do o meu caminho” colocava a questão:
Kata ou Kumite - qual é o mais difícil?
Um artigo interessante. Na minha opinião ambos são dificeis, mas a questão não é a Kata ou o Kumite, mas sim a parte final do artigo (de passagem um excelente artigo) em que é dito:
“…porque a procura da mestria dos três estágios referidos (Tai-Gi-Shin - Corpo-Técnica-Espírito) que são próprios de um Budo não o são, de um “apenas” desporto.”
Isto é apenas uma opinião pessoal (refiro-me à minha) e por isso vale o que vale…
O Karate é oriundo de Okinawa. Apesar de se associar o Karate ao Budo e à forma de estar e pensar Japonesa, a realidade é que o Karate é uma arte marcial de Okinawa com uma grande influência Chinesa.
Foi introduzido na ilha principal nos anos 20 do Séc. XX e antes desse periodo (cerca de 1879) o reino de Okinawa (Ryukyu) foi abolido e passou a ser uma prefeitura Japonesa. Acredito que nessa altura foi importante encaixar o Karate nalgum sítio, se calhar no Budo, porque se corria o risco de se perder o Karate como actividade cultural do povo de Okinawa.
A título de curiosidade…
Sabiam que as formas de combate mais praticadas no inicio do Séc. XX em Okinawa eram o Judo e o Kendo?
O conceito de Budo, se calhar encaixava bem na antiga forma de treinar Karate…
Budo pode ter varios significados, mas existe um muito importante, “vida e morte”, que no fundo poderá ser essência do Budo.
Como esta postagem já vai longa e aborrecida, guardo o resto para 4ª feira…
Se me quiserem enviar o vosso comentário, estejam à vontade, como disse no início, é apenas a minha opinião e por isso vale o que vale.
13 de dez. de 2007
NACIONAL FNK-P CAD. JUN 2007
Ora bem…
No dia 8 realizou-se o Campeonato Nacional da FNK-P e lá peguei na malita de cartão, flyers do Kyusho e no belo do Sensei-mobile e levei a Inês ao dito Campeonato.
Apesar de não ter corrido da melhor forma cá para os meus lados, tive a opurtunidade de observar o desenrolar da prova por dentro e por fora.
Aqui vão umas criticas, bem, não são bem criticas, são observações construtivas:
- Área de aquecimento (não existiu);
- Área separadora da zona de competição da zona de chamada (não existiu);
- O pavilhão não tinha as melhores condições;
- Não houve grande publicidade a promover a prova;
Enfim, sei que o pavilhão não era para ser aquele, foi arranjado para colmatar uma falha da autarquia.
Os elementos Federativos esforçaram-se e na minha opinião creio que estão a melhorar.
Agora…
Falava eu com uma serie de pessoas ligadas ao Karate Nacional e chegámos a uma conclusão: o problema do Karate Nacional é o nível!
Quanto maior é o nível de importancia de um indivíduo, maior é a sua responsabilidade perante a sociedade/comunidade.
Como é que podemos exigir a um aluno que fale de uma forma educada para com os outros instrutores, se existem instrutores que falam de uma forma arrogante para toda a gente.
Como podemos exigir a um aluno que seja humilde, quando os instrutores que o rodeiam são prepotentes.
Bem, uma coisa podemos exigir aos alunos: que levem a proteção de boca, pois se os árbitros podem arbitrar combates com pastilhas na boca, eles podem combater com a protecção na mesma.
Por hoje está tudo, não meto mais água.
No dia 8 realizou-se o Campeonato Nacional da FNK-P e lá peguei na malita de cartão, flyers do Kyusho e no belo do Sensei-mobile e levei a Inês ao dito Campeonato.
Apesar de não ter corrido da melhor forma cá para os meus lados, tive a opurtunidade de observar o desenrolar da prova por dentro e por fora.
Aqui vão umas criticas, bem, não são bem criticas, são observações construtivas:
- Área de aquecimento (não existiu);
- Área separadora da zona de competição da zona de chamada (não existiu);
- O pavilhão não tinha as melhores condições;
- Não houve grande publicidade a promover a prova;
Enfim, sei que o pavilhão não era para ser aquele, foi arranjado para colmatar uma falha da autarquia.
Os elementos Federativos esforçaram-se e na minha opinião creio que estão a melhorar.
Agora…
Falava eu com uma serie de pessoas ligadas ao Karate Nacional e chegámos a uma conclusão: o problema do Karate Nacional é o nível!
Quanto maior é o nível de importancia de um indivíduo, maior é a sua responsabilidade perante a sociedade/comunidade.
Como é que podemos exigir a um aluno que fale de uma forma educada para com os outros instrutores, se existem instrutores que falam de uma forma arrogante para toda a gente.
Como podemos exigir a um aluno que seja humilde, quando os instrutores que o rodeiam são prepotentes.
Bem, uma coisa podemos exigir aos alunos: que levem a proteção de boca, pois se os árbitros podem arbitrar combates com pastilhas na boca, eles podem combater com a protecção na mesma.
Por hoje está tudo, não meto mais água.
30 de nov. de 2007
Sanchin (2)
É oficial…
Depois da aceitação da Associação Kenkyukai Karate Portugal no seio da Goju-Ryu Karate International, foi a vez da Associação Karate Goju Do-Shi Kai ser aceite na mesma.
Mais à frente abordarei este tema…
Continuando o que ficou pendurado na semana passada…
Literalmente Heishu kata significa formas de punho fechado.
Esta definição, não significa que a kata é feita de mãos abertas ou fechadas.
Na origem das duas distinção de katas (Heishu e kaichu) existem duas teorias em relação ao aparecimento dos nomes.
1ª- A mais comum das explicações diz-nos que, o significado desta distinção tem a ver com a forma como o nosso corpo se encontra, se os musculos se encontram tensos (fechados, juntos, etc...), ou relaxados (abertos, separados, etc...)
2ª- A outra explicação, tem a ver com uma lição de Shakyamuni Buda aos seus discipulos. Certo dia Shakyamuni pegou num punhado de folhas e afirmou que as folhas que tinha na mão eram os seus conhecimentos, o punho fechado (Chuan shou) significava os ensinamentos de um mestre, enquanto que o punho aberto (Kai shou) significava os ensinamentos que ele ministrava na generalidade.
Os ensinamentos de punho aberto significam o ensino em geral, no entanto não significa as necessidades do aluno.
Os ensinamentos de punho fechado significam os conhecimentos transmitidos de mestre para aluno “I shin den shin” que são especificos para aquele aluno.
Seja qual for a origem desta distinção de katas, uma coisa é certa… A kata Sanchin é a base da escola Goju, contêm a essência do Goju Ryu e tal como as restantes katas a sua função é desenvolver a mente, o corpo e o espirito dos que a praticam.
Continua…
“Uchi ni sei araba, Onozuto sotoni arawaru”
(Cuida da tua paz interior, isso irá se reflectir no exterior)
Depois da aceitação da Associação Kenkyukai Karate Portugal no seio da Goju-Ryu Karate International, foi a vez da Associação Karate Goju Do-Shi Kai ser aceite na mesma.
Mais à frente abordarei este tema…
Continuando o que ficou pendurado na semana passada…
Literalmente Heishu kata significa formas de punho fechado.
Esta definição, não significa que a kata é feita de mãos abertas ou fechadas.
Na origem das duas distinção de katas (Heishu e kaichu) existem duas teorias em relação ao aparecimento dos nomes.
1ª- A mais comum das explicações diz-nos que, o significado desta distinção tem a ver com a forma como o nosso corpo se encontra, se os musculos se encontram tensos (fechados, juntos, etc...), ou relaxados (abertos, separados, etc...)
2ª- A outra explicação, tem a ver com uma lição de Shakyamuni Buda aos seus discipulos. Certo dia Shakyamuni pegou num punhado de folhas e afirmou que as folhas que tinha na mão eram os seus conhecimentos, o punho fechado (Chuan shou) significava os ensinamentos de um mestre, enquanto que o punho aberto (Kai shou) significava os ensinamentos que ele ministrava na generalidade.
Os ensinamentos de punho aberto significam o ensino em geral, no entanto não significa as necessidades do aluno.
Os ensinamentos de punho fechado significam os conhecimentos transmitidos de mestre para aluno “I shin den shin” que são especificos para aquele aluno.
Seja qual for a origem desta distinção de katas, uma coisa é certa… A kata Sanchin é a base da escola Goju, contêm a essência do Goju Ryu e tal como as restantes katas a sua função é desenvolver a mente, o corpo e o espirito dos que a praticam.
Continua…
“Uchi ni sei araba, Onozuto sotoni arawaru”
(Cuida da tua paz interior, isso irá se reflectir no exterior)
Sanchin (1)
Este fim-de-semana realizou-se o treino de graduados da AKDK, com uma modesta presença de cerca 40 Karatekas (Cintos negros e Castanhos).
Depois de um mini treino de Suparinpei para instrutores, onde foram abordados pormenores desta Kata tão “simples”, lá se dividiram as aulas. Cintos negros para um lado, cintos castanhos para outro.
As Kata abordadas foram Sanchin e Shisochin.
Sanchin é sem duvida a mãe de todas as katas, a resposta a todas as katas encontra-se em Sanchin.
Aqui ficam alguns pontos para reflectir acerca da Kata Sanchin:
No Goju Ryu a Kata Sanchin, faz parte do grupo das Heishu kata, que estão associadas à tensão e à respiração, a combinação destes dois tipos de treino levam a um aperfeiçoamento da energia interna (ki).
O nome Sanchin é composto por 2 caracteres. O primeiro, San significa 3 e o segundo, Chin, pode significar batalha, conflito ou jóias e por isso Sanchin pode-se traduzir como 3 batalhas, 3 jóias ou mesmo 3 conflitos.
Para podermos compreender a kata Sanchin temos antes de tudo, reconhecer, harmonizar e por fim refinar os 3 conflitos interiores do ser humano, esses conflitos são:
- A mente,
- O corpo
- A respiração
Quando treinarem a Kata Sanchin, pensem um pouco nestas dicas!
Continua na próxima postagem…
“Uchi ni sei araba, Onozuto sotoni arawaru”
(Cuida da tua paz interior, isso irá se reflectir no exterior)
Depois de um mini treino de Suparinpei para instrutores, onde foram abordados pormenores desta Kata tão “simples”, lá se dividiram as aulas. Cintos negros para um lado, cintos castanhos para outro.
As Kata abordadas foram Sanchin e Shisochin.
Sanchin é sem duvida a mãe de todas as katas, a resposta a todas as katas encontra-se em Sanchin.
Aqui ficam alguns pontos para reflectir acerca da Kata Sanchin:
No Goju Ryu a Kata Sanchin, faz parte do grupo das Heishu kata, que estão associadas à tensão e à respiração, a combinação destes dois tipos de treino levam a um aperfeiçoamento da energia interna (ki).
O nome Sanchin é composto por 2 caracteres. O primeiro, San significa 3 e o segundo, Chin, pode significar batalha, conflito ou jóias e por isso Sanchin pode-se traduzir como 3 batalhas, 3 jóias ou mesmo 3 conflitos.
Para podermos compreender a kata Sanchin temos antes de tudo, reconhecer, harmonizar e por fim refinar os 3 conflitos interiores do ser humano, esses conflitos são:
- A mente,
- O corpo
- A respiração
Quando treinarem a Kata Sanchin, pensem um pouco nestas dicas!
Continua na próxima postagem…
“Uchi ni sei araba, Onozuto sotoni arawaru”
(Cuida da tua paz interior, isso irá se reflectir no exterior)
21 de nov. de 2007
É apenas um condomínio fechado...
Esta postagem vai ser dura…
Para começar vou falar do melhor deste fim-de-semana.
Este Sábado (17-11-07) lá fui eu a Rio Tinto dar mais um treino de Kyusho ao grupo do Norte.
Quanto a mim, estamos no caminho certo…mais praticantes…mais desmistificação do que é o Kyusho.
Muitas disfunções e alguns KO`s…
O pessoal está mais compenetrado e noto cada vez mais, que existe uma tendência a partilhar conhecimentos e experiências inter-marciais.
Apesar de ter regressado a casa moído, consegui adormecer tranquilo…
Domingo (18-11-08), parecia que estava a ter um sonho…
Campeonato Regional Centro-Sul da FNK-P…
A organização da dita cuja, boa.
Durante a reunião de treinadores foi dito que os atletas seriam chamados na área de competição e isso aconteceu sempre e quando eu digo sempre foi mesmo sempre, inclusive não houve ninguém a reclamar por ter atletas na zona de aquecimento à espera da respectiva chamada.
A direcção da mesma, muito boa.
A presença do director da prova decorreu de uma forma muito discreta, só tinha que se preocupar com o desenrolar da mesma.
Havia uma série de auxiliares a controlar a entrada respectiva dos atletas que eram chamados na zona de aquecimento.
As zonas das áreas de competição estavam visivelmente separadas.
A arbitragem, excelente.
Um nível técnico equiparável a qualquer potência do Karate Mundial, técnicos de arbitragem muito bons e muito isentos, não olham a emblemas ou instrutores. Contam-se pelos dedos (das mãos) aqueles que estão desajustados relativamente a esta realidade/qualidade técnica.
Nível técnico, maravilhoso.
Na área de Kata não se viu ninguém a ser levado ao colo, testemunhou-se um excelente nível técnico.
Na parte do Kumite, apenas brilhante, muitos pontos marcados, muito poucas acções técnicas desperdiçadas, um grande conhecimento táctico/regulamentar…parabéns, continuem com esse excelente trabalho.
Relatório final:
Cada vez que vou a estas actividades venho completamente destruído.
O nível (geral) é tão elevado, que me sinto completamente ultrapassado por esta realidade.
Não é justo e assim não me dão oportunidades de poder brilhar perante tão grande qualidade, sinto-me uma caca junto a grande parte dos presentes.
Decididamente não tenho lugar naquela tertúlia de excelente qualidade.
Ainda bem que me chumbaram duas vezes no curso de Juiz de Kumite porque decididamente não tenho lugar junto da nata do Karate Nacional, que tem uma humildade tão grande que até magoa.
Lamento ser tão arrogante…
Felizmente que ao chegar a casa acordei para a realidade…
Para finalizar…
Tenho um amigo que costuma dizer que o Karate em Portugal morreu…
Não amigo, não morreu...
O Karate nacional é apenas um condomínio fechado com os mesmos porteiros, seguranças e condóminos, a única coisa que muda é a administração (isto ronda o plágio).
Vamos ver o que se passa até ao final da época…
Para começar vou falar do melhor deste fim-de-semana.
Este Sábado (17-11-07) lá fui eu a Rio Tinto dar mais um treino de Kyusho ao grupo do Norte.
Quanto a mim, estamos no caminho certo…mais praticantes…mais desmistificação do que é o Kyusho.
Muitas disfunções e alguns KO`s…
O pessoal está mais compenetrado e noto cada vez mais, que existe uma tendência a partilhar conhecimentos e experiências inter-marciais.
Apesar de ter regressado a casa moído, consegui adormecer tranquilo…
Domingo (18-11-08), parecia que estava a ter um sonho…
Campeonato Regional Centro-Sul da FNK-P…
A organização da dita cuja, boa.
Durante a reunião de treinadores foi dito que os atletas seriam chamados na área de competição e isso aconteceu sempre e quando eu digo sempre foi mesmo sempre, inclusive não houve ninguém a reclamar por ter atletas na zona de aquecimento à espera da respectiva chamada.
A direcção da mesma, muito boa.
A presença do director da prova decorreu de uma forma muito discreta, só tinha que se preocupar com o desenrolar da mesma.
Havia uma série de auxiliares a controlar a entrada respectiva dos atletas que eram chamados na zona de aquecimento.
As zonas das áreas de competição estavam visivelmente separadas.
A arbitragem, excelente.
Um nível técnico equiparável a qualquer potência do Karate Mundial, técnicos de arbitragem muito bons e muito isentos, não olham a emblemas ou instrutores. Contam-se pelos dedos (das mãos) aqueles que estão desajustados relativamente a esta realidade/qualidade técnica.
Nível técnico, maravilhoso.
Na área de Kata não se viu ninguém a ser levado ao colo, testemunhou-se um excelente nível técnico.
Na parte do Kumite, apenas brilhante, muitos pontos marcados, muito poucas acções técnicas desperdiçadas, um grande conhecimento táctico/regulamentar…parabéns, continuem com esse excelente trabalho.
Relatório final:
Cada vez que vou a estas actividades venho completamente destruído.
O nível (geral) é tão elevado, que me sinto completamente ultrapassado por esta realidade.
Não é justo e assim não me dão oportunidades de poder brilhar perante tão grande qualidade, sinto-me uma caca junto a grande parte dos presentes.
Decididamente não tenho lugar naquela tertúlia de excelente qualidade.
Ainda bem que me chumbaram duas vezes no curso de Juiz de Kumite porque decididamente não tenho lugar junto da nata do Karate Nacional, que tem uma humildade tão grande que até magoa.
Lamento ser tão arrogante…
Felizmente que ao chegar a casa acordei para a realidade…
Para finalizar…
Tenho um amigo que costuma dizer que o Karate em Portugal morreu…
Não amigo, não morreu...
O Karate nacional é apenas um condomínio fechado com os mesmos porteiros, seguranças e condóminos, a única coisa que muda é a administração (isto ronda o plágio).
Vamos ver o que se passa até ao final da época…
13 de nov. de 2007
Direitos fundamentais de um Karateka
Isto pode parecer um pouco confuso, mas… aqui vai…
Cada vez mais me parece que tenho de levar o Karate de uma forma comercial/profissional.
Já lá vai o tempo em que andávamos aqui pelo amor à camisola, implorávamos ao nosso mestre para treinar mais um dia, ou termos uma aula extra.
Quantas vezes não pedi ao meu amigo Sérgio Repas para treinar um bocadito mais para além da hora, ou mesmo treinarmos nos dias em que não havia treino no Gimnobody.
A rapaziada hoje em dia tem tudo à sua disposição.
Os exames são facilitados, a informação está disponível na Net, nas livrarias existe a facilidade de encomendar livros vindos de fora.
Enfim, só conforto…
Nestes tempos conturbados em que vivemos e reformas politicas a que temos sido sujeitos, existe uma palavra que muitas vezes é pronunciada sem parar…
Direitos…
Toda a gente tem direito a tudo e o Karate não é excepção por isso decidi elaborar uma lista de direitos para Karatekas.
Só espero que um dia ninguém se lembre de fazer disto um “Dojo Kun”…
Hittotsu…
Estava a brincar :)
Carta dos direitos fundamentais do Karateka
- Todo o Karateka tem o direito de respeitar os seus parceiros de treino.
- Todo o Karateka tem o direito de treinar de uma forma assídua, de forma a não atrasar a progressão dos outros.
- Todo o Karateka tem o direito a treinar por si e não pendurar-se apenas no instrutor
- Todo o Karateka tem o direito a abandonar o Dojo (definitivamente) se estiver contrariado.
- Todo o Karateka tem o direito de respeitar as opiniões dos mais velhos.
Para completar e como não há nó sem ponta:
Carta dos deveres do Karateka
- Todo o Karateka tem o dever de cumprir os seus direitos.
O meu sonho não é criar campeões, o meu sonho é criar indivíduos que saibam lidar com o insucesso, incutindo-lhes uma mentalidade ganhadora e superadora das suas limitações.
Por vezes é preferível cortar um braço do que deixar a infecção alastrar-se.
“Sorry” pelo desabafo…
Mau feitio, espero que isto seja inspirador para ti.
Cada vez mais me parece que tenho de levar o Karate de uma forma comercial/profissional.
Já lá vai o tempo em que andávamos aqui pelo amor à camisola, implorávamos ao nosso mestre para treinar mais um dia, ou termos uma aula extra.
Quantas vezes não pedi ao meu amigo Sérgio Repas para treinar um bocadito mais para além da hora, ou mesmo treinarmos nos dias em que não havia treino no Gimnobody.
A rapaziada hoje em dia tem tudo à sua disposição.
Os exames são facilitados, a informação está disponível na Net, nas livrarias existe a facilidade de encomendar livros vindos de fora.
Enfim, só conforto…
Nestes tempos conturbados em que vivemos e reformas politicas a que temos sido sujeitos, existe uma palavra que muitas vezes é pronunciada sem parar…
Direitos…
Toda a gente tem direito a tudo e o Karate não é excepção por isso decidi elaborar uma lista de direitos para Karatekas.
Só espero que um dia ninguém se lembre de fazer disto um “Dojo Kun”…
Hittotsu…
Estava a brincar :)
Carta dos direitos fundamentais do Karateka
- Todo o Karateka tem o direito de respeitar os seus parceiros de treino.
- Todo o Karateka tem o direito de treinar de uma forma assídua, de forma a não atrasar a progressão dos outros.
- Todo o Karateka tem o direito a treinar por si e não pendurar-se apenas no instrutor
- Todo o Karateka tem o direito a abandonar o Dojo (definitivamente) se estiver contrariado.
- Todo o Karateka tem o direito de respeitar as opiniões dos mais velhos.
Para completar e como não há nó sem ponta:
Carta dos deveres do Karateka
- Todo o Karateka tem o dever de cumprir os seus direitos.
O meu sonho não é criar campeões, o meu sonho é criar indivíduos que saibam lidar com o insucesso, incutindo-lhes uma mentalidade ganhadora e superadora das suas limitações.
Por vezes é preferível cortar um braço do que deixar a infecção alastrar-se.
“Sorry” pelo desabafo…
Mau feitio, espero que isto seja inspirador para ti.
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Todo o trabalho merece ser remunerado de forma justa
Como instrutor/mestre (Treinador) de karate, é frequente deparar-me com um dilema que muitos colegas também enfrentam: a questão do dinheiro...
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Com o passar dos anos e também devido à "mudança" das dinâmicas das redes sociais, fui largando este blog. Vou fazer um esforço pa...
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No dia 19 de agosto fui ao “VI Helsinki Karate Open”, evento organizado pelo clube Seitokai e com o apoio da Federação Finlandesa. Segundo...