Ora em tom de finalização:
Mais uma época passada, já lá vão vinte e algumas, definitivamente esta foi uma época atribulada.
Comecei a época com uma tomada de decisão difícil, seguia um caminho ou seguia o outro.
Decisões do estilo, estava à beira do precipício e tomei a decisão mais correcta, dei um passo em frente.
Reestruturação da vida associativa, arranjar a nova casa, etc.
Nesta época ficam na memória as viagens. Nunca tinha voado tanto de avião e de carro. Duas idas à Suiça, uma à Alemanha, uma a França, duas a Espanha e outras tantas de Norte a Sul em terras Lusas. Ficou uma ida à Bélgica em “stand-by”.
Foi a época de reforço e cimentação do Kyusho em Portugal. Sem duvida que este foi o ano da revelação para alguns Tugas. A vinda do Mestre Pantazi veio dar esperança a muitas almas perdidas das artes marciais, veio demonstrar que existe luz ao fundo do Túnel.
Foi o ano em que provavelmente conheci os meus amigos e aqueles amigos mais diferentes. Foi o ano em que muita gente se deu a conhecer, estou à espera de os voltar a encontrar.
Foi o ano que “gozei” com muita gente. Não que não os respeite, mas creio que foi a forma mais correcta de demonstrar o meu apreço pelo Karate Nacional e que devemos TODOS trabalhar o bom-nome desta nobre arte.
Ficam-me na memória os estágios inter estilos, actividades que se vinham a perder.
Na realização do Torneio de Kata do Ginásio Clube da Amadora, devo imensos agradecimentos ao Fernando, à Maria João, à Daniela e todos aqueles membros de outros Dojos que lá se deslocaram, inclusive a rapaziada do HI5.
A realização do Campeonato Nacional da AKDK, uma prova de ferro que puxou pelos limites de muita gente.
E para finalizar a ajuda do meu aluno Gonçalo que me ajudou imenso no Dojo, obrigado por me aturar há mais de 10 anos.
Vou fazer uma pausa neste Blog por uns tempos. Em Setembro espero poder trazer coisas novas, até lá, “Good bye Maria Ivone” e boas férias.
Ps. A próxima postagem será em 1 de Setembro.
26 de jul. de 2007
18 de jul. de 2007
Parem de bater no ceguinho
Uma das grandes questões que eu constantemente ponho a mim mesmo é:
“Será que um dia conseguiremos ultrapassar todas as questões do passado e que ficaram pendentes?”
Quando tirei o curso de treinador de Nível 1, um dos prelectores dizia que só conseguiríamos evoluir como modalidade, no dia que nos respeitássemos mutuamente (instrutores, praticantes, dirigentes, etc.).
Confesso que quando estamos do outro lado da linha, consideramos o nosso lado, o verdadeiro e puro. A maior parte de nós tem a tendência a falar de uma forma mais negativa do outro lado, mesmo que anteriormente tenhamos estado do lado de lá.
Isto faz parte da nossa tradição, não marcial mas Tuga.
Uma das grandes questões que se põe no Karate é sem duvida a linhagem, mas porquê bater sempre no ceguinho?
Eu costumo dizer que a verdade tem sempre dois lados, a de um e a do outro.
Por exemplo, … e titulo de ficção, … a sério, “suponhamos…”
Existe um gajo famoso, que diz que é aluno do outro, que se afirma antigo aluno de…
Agora existe outro que diz que os outros eram alunos dele, e que o outro não era aluno daquele e que o outro (um 4º) tinha sido expulso porque tinha dado umas “bocas” ao outro.
Confuso? Se olharmos à nossa volta vemos que existe sempre uma telenovela parecida com esta num canal Mexicano ou numa qualquer associação do português Karate.
Moral da história e como diria o RAP a imitar o Dr. MRS:
O mestre A é bom?
Sim
Pode fazer aquilo?
Não
As pessoas seguem-no?
Sim
É importante se ele foi aluno de ?
Não
Bem, eu não sou ninguém para julgar o que quer que seja, e ainda por cima não tenho moral para falar, pois estou sempre a falar mal de alguém. O mau feitio que o diga, o careca que me ature e o ancião que tenha que levar comigo no MSN.
No entanto tenho apenas isto para dizer:
Parem de bater no ceguinho, vamos ultrapassar as divergências passadas, vamos olhar para o futuro, só assim é que podemos evoluir como praticantes e acima de tudo, como pessoas.
Bem agora falando de coisas sérias. Este fim-de-semana lá fui à Invicta para mais um treino de Kyusho e mais uma vez trabalhamos bem e sempre no caminho correcto da nossa evolução como artistas marciais e acima de tudo como seres humanos.
Foi uma boa oportunidade para demonstrar que, apesar das nossas capacidades técnicas, existem sempre formas misteriosas de arredarmos alguém do nosso caminho e que por muito confiantes que possamos caminhar, existem formas enigmáticas de bloquear as passadas firmes deste nosso caminho Marcial.
Mais dia, menos dia formo uma igreja.
Muito dinamismo nas técnicas e nos pontos e “novos” exercícios. Ainda deu para demonstrar a técnica do pica-pau. Brutal.
Para o próximo fim-de-semana vai ser em Massamá.
“Será que um dia conseguiremos ultrapassar todas as questões do passado e que ficaram pendentes?”
Quando tirei o curso de treinador de Nível 1, um dos prelectores dizia que só conseguiríamos evoluir como modalidade, no dia que nos respeitássemos mutuamente (instrutores, praticantes, dirigentes, etc.).
Confesso que quando estamos do outro lado da linha, consideramos o nosso lado, o verdadeiro e puro. A maior parte de nós tem a tendência a falar de uma forma mais negativa do outro lado, mesmo que anteriormente tenhamos estado do lado de lá.
Isto faz parte da nossa tradição, não marcial mas Tuga.
Uma das grandes questões que se põe no Karate é sem duvida a linhagem, mas porquê bater sempre no ceguinho?
Eu costumo dizer que a verdade tem sempre dois lados, a de um e a do outro.
Por exemplo, … e titulo de ficção, … a sério, “suponhamos…”
Existe um gajo famoso, que diz que é aluno do outro, que se afirma antigo aluno de…
Agora existe outro que diz que os outros eram alunos dele, e que o outro não era aluno daquele e que o outro (um 4º) tinha sido expulso porque tinha dado umas “bocas” ao outro.
Confuso? Se olharmos à nossa volta vemos que existe sempre uma telenovela parecida com esta num canal Mexicano ou numa qualquer associação do português Karate.
Moral da história e como diria o RAP a imitar o Dr. MRS:
O mestre A é bom?
Sim
Pode fazer aquilo?
Não
As pessoas seguem-no?
Sim
É importante se ele foi aluno de ?
Não
Bem, eu não sou ninguém para julgar o que quer que seja, e ainda por cima não tenho moral para falar, pois estou sempre a falar mal de alguém. O mau feitio que o diga, o careca que me ature e o ancião que tenha que levar comigo no MSN.
No entanto tenho apenas isto para dizer:
Parem de bater no ceguinho, vamos ultrapassar as divergências passadas, vamos olhar para o futuro, só assim é que podemos evoluir como praticantes e acima de tudo, como pessoas.
Bem agora falando de coisas sérias. Este fim-de-semana lá fui à Invicta para mais um treino de Kyusho e mais uma vez trabalhamos bem e sempre no caminho correcto da nossa evolução como artistas marciais e acima de tudo como seres humanos.
Foi uma boa oportunidade para demonstrar que, apesar das nossas capacidades técnicas, existem sempre formas misteriosas de arredarmos alguém do nosso caminho e que por muito confiantes que possamos caminhar, existem formas enigmáticas de bloquear as passadas firmes deste nosso caminho Marcial.
Mais dia, menos dia formo uma igreja.
Muito dinamismo nas técnicas e nos pontos e “novos” exercícios. Ainda deu para demonstrar a técnica do pica-pau. Brutal.
Para o próximo fim-de-semana vai ser em Massamá.
11 de jul. de 2007
Balelas na apresentação da FNK-P.
Bem,
Comecemos pelo que ficou pendurado na postagem anterior…
Segundo significado da palavra Kyusho, primeiro segundo. Aqui está uma definição que me agrada muito, muita gente associa Kyusho apenas com a arte de manipulação de “pontos mágicos” e mais, pensa que o pessoal pensa ,que pensa que pode, manipular um ponto e “cabuuuuum” KO garantido.
Não existe pensamento mais ignaro.
Apesar de haver pontos que podem provocar um KO imediato, nem todos têm essa capacidade. A maioria dos pontos provoca o que vulgarmente chamamos de disfunção, que não passa de uma reacção natural que o nosso sistema nervoso arranja para compensar um “input” colocado numa determinada área.
Complicado?
Apareçam para ver/sentir.
Em relação à minha actividade marcial, esta semana foi duríssima em termos de trabalho, felizmente tenho o Gonçalo e a Inês para me darem uma ajuda, se não, os pobres dos meus alunos não tinham uma única aula.
Mas como bom Mestre das artes que sou, não existe nada melhor do que ir mandar umas balelas na apresentação da nova direcção da FNK-P.
Com a presença do Exmo. Presidente da WKF, a direcção da FNK-P apresentou-se a mais de uma centena de indivíduos.
Bem…eram “prái” uma meia centena…25 representantes das diversas organizações Tugas.
O Sr. Presidente agradeceu o apoio que teve etc, etc, etc…
Deu para falar com uma série de pessoas…deu para ver as viaturas de alguns membros da Direcção…
De seguida o pessoal lá foi para a comezaina, eu ainda tentei almoçar à pendura, mas pediram-me a senha de almoço à entrada do refeitório e eu lá fiquei pelo Martini.
È engraçado ver o pessoal de fatinho, existe muita gente que até parece, sei lá…distinto…
Pelo menos eu pareço…
Foi o que o jovem que dispõe viaturas disse, quando me foi pedir uma moeda
“Doutor, tem uma moedinha????”.
E pronto, lá fui eu para casa da sogra comer carapaus assados enquanto os outros estavam no refeitório a comer à pala.
Só espero que não me venham cobrar o Martini e o rissol de camarão que comi à paleta.
Sim, porque o café tive de o pagar (1euro).
Bem, esta direcção tem muitos amigos meus.
Espero que desenvolvam um trabalho honesto e duradouro.
E já agora que estejam atentos à correcta avaliação das pessoas nos diversos cursos, como por exemplo os de arbitragem, …treinadores, …monitores, …arbitragem… e por aí sucessivamente…
Bem, vamos lá acabar com epítetos, que as pessoas têm sentimentos, estão mais finas e mais “singelos”.
Já agora, vou exprimir o meu júbilo ao meu amigo Sensei F. David por ter sido campeão do Mundo de Kata Veteranos (B-PDI) (atletas com mais de 45 anos com lesões nos joelhos, cotovelos e hérnias de escale).
Ouvi dizer que esteve em risco de não poder participar, pois não se fazia acompanhar de uma ressonância magnética actualizada.
Os meus pulsos enviam-lhe estes sinceros parabéns.
Já agora e em estilo de finalização:
Este fim-de-semana, pela manhãzinha, vai haver Kyusho no Porto. Se desejarem informações não hesitem em me enviar um e-mail.
No fim-de-semana de 21, será em Lisboa - Massamá.
Comecemos pelo que ficou pendurado na postagem anterior…
Segundo significado da palavra Kyusho, primeiro segundo. Aqui está uma definição que me agrada muito, muita gente associa Kyusho apenas com a arte de manipulação de “pontos mágicos” e mais, pensa que o pessoal pensa ,que pensa que pode, manipular um ponto e “cabuuuuum” KO garantido.
Não existe pensamento mais ignaro.
Apesar de haver pontos que podem provocar um KO imediato, nem todos têm essa capacidade. A maioria dos pontos provoca o que vulgarmente chamamos de disfunção, que não passa de uma reacção natural que o nosso sistema nervoso arranja para compensar um “input” colocado numa determinada área.
Complicado?
Apareçam para ver/sentir.
Em relação à minha actividade marcial, esta semana foi duríssima em termos de trabalho, felizmente tenho o Gonçalo e a Inês para me darem uma ajuda, se não, os pobres dos meus alunos não tinham uma única aula.
Mas como bom Mestre das artes que sou, não existe nada melhor do que ir mandar umas balelas na apresentação da nova direcção da FNK-P.
Com a presença do Exmo. Presidente da WKF, a direcção da FNK-P apresentou-se a mais de uma centena de indivíduos.
Bem…eram “prái” uma meia centena…25 representantes das diversas organizações Tugas.
O Sr. Presidente agradeceu o apoio que teve etc, etc, etc…
Deu para falar com uma série de pessoas…deu para ver as viaturas de alguns membros da Direcção…
De seguida o pessoal lá foi para a comezaina, eu ainda tentei almoçar à pendura, mas pediram-me a senha de almoço à entrada do refeitório e eu lá fiquei pelo Martini.
È engraçado ver o pessoal de fatinho, existe muita gente que até parece, sei lá…distinto…
Pelo menos eu pareço…
Foi o que o jovem que dispõe viaturas disse, quando me foi pedir uma moeda
“Doutor, tem uma moedinha????”.
E pronto, lá fui eu para casa da sogra comer carapaus assados enquanto os outros estavam no refeitório a comer à pala.
Só espero que não me venham cobrar o Martini e o rissol de camarão que comi à paleta.
Sim, porque o café tive de o pagar (1euro).
Bem, esta direcção tem muitos amigos meus.
Espero que desenvolvam um trabalho honesto e duradouro.
E já agora que estejam atentos à correcta avaliação das pessoas nos diversos cursos, como por exemplo os de arbitragem, …treinadores, …monitores, …arbitragem… e por aí sucessivamente…
Bem, vamos lá acabar com epítetos, que as pessoas têm sentimentos, estão mais finas e mais “singelos”.
Já agora, vou exprimir o meu júbilo ao meu amigo Sensei F. David por ter sido campeão do Mundo de Kata Veteranos (B-PDI) (atletas com mais de 45 anos com lesões nos joelhos, cotovelos e hérnias de escale).
Ouvi dizer que esteve em risco de não poder participar, pois não se fazia acompanhar de uma ressonância magnética actualizada.
Os meus pulsos enviam-lhe estes sinceros parabéns.
Já agora e em estilo de finalização:
Este fim-de-semana, pela manhãzinha, vai haver Kyusho no Porto. Se desejarem informações não hesitem em me enviar um e-mail.
No fim-de-semana de 21, será em Lisboa - Massamá.
2 de jul. de 2007
Este fim-de-semana foi dedicado ao Kyusho
Com uma participação de 18 artistas marciais lá se realizou o encontro de Kyusho. Depois de uma ligeira introdução ao mundo www.kyusho.com , começámos com um conceito extremamente difícil para qualquer artista marcial que se preze…a suavidade.
Eu sei, porque caio no mesmo erro, quando estamos sob stress a tendência é meter uma a baixo, meia bola e força.
Segundo a 3ª Lei de Newton, por cada acção existe uma reacção no sentido oposto.
Até aqui todo o praticante percebe, mas se a acção for uma “não acção”?
Perante uma acção violenta existe uma reacção igualmente violenta.
E se perante uma acção violenta a reacção for “não violenta”?
Qual será a reacção do agressor?
É esta parte que eu gosto, quando pomos em questão todas as leis da física. É no mínimo um desafio…
Como tinha prometido um dedo a certa pessoa, lá me lembrei de meter umas técnicas de faca pelo meio para provar que muitas vezes não é preciso força, para atingir os objectivos pretendidos e que a acção/reacção é relativa.
A resposta do grupo foi bastante positiva.
Sinto que de cada vez, aprendo mais com certas pessoas. A simples presença deles é inspiradora e faz-me ter uma visão futura sobre qual deve ser a minha postura quando for mais velho.
O meu muito obrigado pela presença de todos eles.
Apenas divagando:)
Para muitas pessoas a visão de pontos vitais (Kyusho) toma a proporção daqueles KO infalíveis, que funcionam sempre e que os pontos de pressão são fáceis de encontrar.
Amigos, nada poderia ser mais falso. Esses pontos mágicos não existem, dahhhhhh!!!!
Para começar a palavra Kyusho pode ter diversos significados:
1º- Ponto de pressão;
2º- Primeiro Segundo;
3º- Testículos.
Vou começar pelo 3º significado, …
???????????
Pronto… (não vou comentar).
Como fiquei sem palavras, as outras explicações dou para a semana, já que hoje “dei” a terceira.
Artista Marcial SOFRE...
Eu sei, porque caio no mesmo erro, quando estamos sob stress a tendência é meter uma a baixo, meia bola e força.
Segundo a 3ª Lei de Newton, por cada acção existe uma reacção no sentido oposto.
Até aqui todo o praticante percebe, mas se a acção for uma “não acção”?
Perante uma acção violenta existe uma reacção igualmente violenta.
E se perante uma acção violenta a reacção for “não violenta”?
Qual será a reacção do agressor?
É esta parte que eu gosto, quando pomos em questão todas as leis da física. É no mínimo um desafio…
Como tinha prometido um dedo a certa pessoa, lá me lembrei de meter umas técnicas de faca pelo meio para provar que muitas vezes não é preciso força, para atingir os objectivos pretendidos e que a acção/reacção é relativa.
A resposta do grupo foi bastante positiva.
Sinto que de cada vez, aprendo mais com certas pessoas. A simples presença deles é inspiradora e faz-me ter uma visão futura sobre qual deve ser a minha postura quando for mais velho.
O meu muito obrigado pela presença de todos eles.
Apenas divagando:)
Para muitas pessoas a visão de pontos vitais (Kyusho) toma a proporção daqueles KO infalíveis, que funcionam sempre e que os pontos de pressão são fáceis de encontrar.
Amigos, nada poderia ser mais falso. Esses pontos mágicos não existem, dahhhhhh!!!!
Para começar a palavra Kyusho pode ter diversos significados:
1º- Ponto de pressão;
2º- Primeiro Segundo;
3º- Testículos.
Vou começar pelo 3º significado, …
???????????
Pronto… (não vou comentar).
Como fiquei sem palavras, as outras explicações dou para a semana, já que hoje “dei” a terceira.
Artista Marcial SOFRE...
26 de jun. de 2007
Campeonato Nacional AKDK
Este fim-de-semana foi dedicado a duas actividades importantes:
No Sábado foi dia de Campeonato Nacional da AKDK;
No Domingo foi a festa de final de ano da minha filhota.
Comecemos por Domingo, depois de uma viagem de 1 hora e tal para a quinta “Cantar de Galo” e de um dia bem passado a passear, a fazer slide, a caçar tesouros, a comer todo o tipo de porcarias que calham à frente, não há nada melhor do que regressar a casa. Certo?
Certo…
No entanto, se o carro simplesmente parar sem razão aparente, o que fazer? Alguns de vocês vão responder, liga para a Marta, pronto, tudo bem, mas, e se o táxi demora 2 horas para chegar? E depois se alguém chega à conclusão que o táxi não pode levar 3 adultos e 2 crianças? Qual é a resposta? Ir com o amigo da Marta, no reboque, que por acaso é Bosniáco e não fala puto de Tuga. Moral da história: aqui o “Je” vai andar uns dias de Jaguar.
No entanto não comecem a pensar que tenho uma associação ou que ando a fazer uns biscates na estrada, entenda-se “Stops” e não outras interpretações de cariz sexual.
No dia anterior, tinham respondido ao apelo de diversos instrutores, cerca de 250 atletas membros da AKDK, para a participação no 1º Campeonato Nacional da AKDK.
O que há para dizer de um campeonato onde o nível técnico em geral foi muito acima da média?
Nada.
Apesar de estar envolvido na direcção da prova e provavelmente ter sido a cara da organização, existe uma pessoa que esteve por trás disto tudo, o Sensei Álvaro Silva. A aquisição dos prémios, a realização do sorteio, a escolha do lugar, e tudo e tudo, foi da autoria dele, por isso se não gostaram das medalhas e das taças, a culpa foi dele.
Apesar de ter sido uma maratona em termos de prova, todos os atletas aguentaram estoicamente até ao final, proporcionando a todos os presentes excelentes demonstrações de Kata e excelentes combates.
Em termos de arbitragem creio que o balanço foi bastante positivo. Muitos dos cintos negros presentes não têm cursos de arbitragem (estamos a tentar providenciar os mesmos), no entanto devido à experiência acumulada nestes anos de prática, não deixaram nada a desejar nesta matéria.
De salientar a ajuda de familiares de atletas nas mesas. Foram uma peça fundamental para o bom andamento da prova. O meu muito obrigado.
Esta prova apenas veio dar mais alento às minhas convicções quando tomei uma posição: o engrandecimento técnico do meu Karate, os excelentes momentos passados junto dos meus companheiros instrutores e o poder proporcionar aos meus alunos boas experiências desportivas.
Em termos pessoais, digamos que o Campeonato não me correu mal.
A Inês foi campeã Nacional AKDK de Kata, a Rita foi campeã em Kumite. O David ficou em 3º lugar em Kumite e o Gonçalo ficou em 3º lugar (a ver comboios a passar em Campolide).
Deu para ver que afinal o Kyusho resulta, que o diga o Daniel, porque quando estamos com dificuldades em resfolegar, não há nada melhor que um empurrão em SP21.
Creio que estou no caminho correcto…
No dia 30 de Junho vai realizar-se um encontro de Kyusho, das 17.30 às 20.00 nas instalações do Clube Atlético de Queluz.
Das 20.00 às 20.30, a sessão será apenas para membros da Kyusho Internacional.
No Sábado foi dia de Campeonato Nacional da AKDK;
No Domingo foi a festa de final de ano da minha filhota.
Comecemos por Domingo, depois de uma viagem de 1 hora e tal para a quinta “Cantar de Galo” e de um dia bem passado a passear, a fazer slide, a caçar tesouros, a comer todo o tipo de porcarias que calham à frente, não há nada melhor do que regressar a casa. Certo?
Certo…
No entanto, se o carro simplesmente parar sem razão aparente, o que fazer? Alguns de vocês vão responder, liga para a Marta, pronto, tudo bem, mas, e se o táxi demora 2 horas para chegar? E depois se alguém chega à conclusão que o táxi não pode levar 3 adultos e 2 crianças? Qual é a resposta? Ir com o amigo da Marta, no reboque, que por acaso é Bosniáco e não fala puto de Tuga. Moral da história: aqui o “Je” vai andar uns dias de Jaguar.
No entanto não comecem a pensar que tenho uma associação ou que ando a fazer uns biscates na estrada, entenda-se “Stops” e não outras interpretações de cariz sexual.
No dia anterior, tinham respondido ao apelo de diversos instrutores, cerca de 250 atletas membros da AKDK, para a participação no 1º Campeonato Nacional da AKDK.
O que há para dizer de um campeonato onde o nível técnico em geral foi muito acima da média?
Nada.
Apesar de estar envolvido na direcção da prova e provavelmente ter sido a cara da organização, existe uma pessoa que esteve por trás disto tudo, o Sensei Álvaro Silva. A aquisição dos prémios, a realização do sorteio, a escolha do lugar, e tudo e tudo, foi da autoria dele, por isso se não gostaram das medalhas e das taças, a culpa foi dele.
Apesar de ter sido uma maratona em termos de prova, todos os atletas aguentaram estoicamente até ao final, proporcionando a todos os presentes excelentes demonstrações de Kata e excelentes combates.
Em termos de arbitragem creio que o balanço foi bastante positivo. Muitos dos cintos negros presentes não têm cursos de arbitragem (estamos a tentar providenciar os mesmos), no entanto devido à experiência acumulada nestes anos de prática, não deixaram nada a desejar nesta matéria.
De salientar a ajuda de familiares de atletas nas mesas. Foram uma peça fundamental para o bom andamento da prova. O meu muito obrigado.
Esta prova apenas veio dar mais alento às minhas convicções quando tomei uma posição: o engrandecimento técnico do meu Karate, os excelentes momentos passados junto dos meus companheiros instrutores e o poder proporcionar aos meus alunos boas experiências desportivas.
Em termos pessoais, digamos que o Campeonato não me correu mal.
A Inês foi campeã Nacional AKDK de Kata, a Rita foi campeã em Kumite. O David ficou em 3º lugar em Kumite e o Gonçalo ficou em 3º lugar (a ver comboios a passar em Campolide).
Deu para ver que afinal o Kyusho resulta, que o diga o Daniel, porque quando estamos com dificuldades em resfolegar, não há nada melhor que um empurrão em SP21.
Creio que estou no caminho correcto…
No dia 30 de Junho vai realizar-se um encontro de Kyusho, das 17.30 às 20.00 nas instalações do Clube Atlético de Queluz.
Das 20.00 às 20.30, a sessão será apenas para membros da Kyusho Internacional.
19 de jun. de 2007
Seminário "O estudo da Kata"
Ora, ora…
Este sábado lá fui a um estágio de Kata em São Domingos de Rana, as coisas estavam todas programadas para correr bem.

Bem, para começar, o treino era naquele pavilhão em São Domingos de Rana, que afinal não é em São Domingos de Rana, mas sim em Tires.
Depois, afinal o treino não era só do estilo supremo mas também dos outros estilos menores, ter que levar com, carecas, velhos, gajos de espada, tipos que já não via há anos e pior, indivíduos com mau feitio, é obra.
O treino começou com o estilo supremo, pronto a Kata era a Seisan, uma das minhas Katas preferidas. Até aqui tudo bem, mas o senhor que deu o treino tem mau feitio, apesar de perceber daquilo que faz, tem mau feitio.
Depois lá veio o Shotokan, é pá, porque é que para onde nos viramos aparecem sempre estes tipos?
Pronto o senhor que deu o treino até parecia que sabia o que fazia e dizia, mas era de Shotokan…
Depois veio o outro de Katana na mão. Pelo amor de Deus, Karate e Katanas?
Depois pede para ser empurrado. Que embuste, ele enganou toda a gente, ele não faz Kata Shitei. Como é que ele pode dizer que percebe de Karate?
À hora de almoço tive de comer com eles, não têm conversa nenhuma. Ainda por cima tenho de lhes explicar a verdadeira história de Portugal. Pelo amor de Deus, toda a gente sabe a história.
Da parte da tarde lá fomos treinar novamente. Aqui é que eu tinha uma certa curiosidade, porque em 1990 em Lagos um gajo deu-me 2 mawashis nas costas e um na cabeça e eu fiquei com um rancor que me havia de … não é que eu seja vingativo, mas o tempo o dirá… desta vez escapou, para a próxima logo se vê.
Para finalizar, lá veio um velho rasteirinho. Bolas, agora é que vou ter mesmo que levar com a história da sumidade e ainda vou ter que pagar um ouriço e um café ao Homem.
Brincadeiras à parte, 5 senhores do Karate Nacional, os Mestres Carlos Pereira (6º Dan Shito-Ryu), Álvaro Silva (5º Dan Goju-Ryu), Jorge Rosa (5º Dan Wado-Ryu) e João M. Pinto (5º Dan Shotokan), proporcionaram a todos os presente no seminário “O estudo da Kata – Seisan, Seichan Hangetsu” um excelente presente de mestria, conhecimento e dedicação, demonstrando que o Karate em Portugal tem excelentes instrutores, com um conhecimento muito acima da média.
Durante este encontro fomos brindados com a presença de Jorge Peixeiro, hexacampeão Nacional de Kata. Pronto, confesso, tenho bastante admiração por este atleta, sempre tive um imenso prazer em vê-lo a fazer Kata.
Foi um dia espectacular deu para rever amigos, conversar e treinar. São eventos destes que devemos tentar promover para uma melhor relação inter estilos.
Enquanto se desenrolava este seminário, estavam a ser realizadas as eleições da FNK-P, de um lado concorria João Salgado, do outro Nuno Cardeira.
Creio que uma lista conjunta seria a atitude mais correcta para pessoas que desejam o melhor para o Karate Nacional. No entanto optou-se por concorrer com duas listas distintas, tendo ambas as partes excelentes elementos do Karate Nacional.
Apesar de ter sido “pressionado” a assistir às votações, optei por não ir por diversas razões e o pretexto de treinar era excelente.
Por um lado considero que o João Salgado merece ser o futuro presidente da FNK-P, sendo o culminar de uma vida dedicada ao Karate Nacional.
Por outro lado estava o Nuno Cardeira, uma figura que se tem vindo a afirmar no plano Nacional, que tem vindo a fazer um excelente trabalho.
De um lado tinha o meu amigo Leonardo David do outro tinha o César Silva.
Segundo as noticias, o João Salgado acabou por ganhar por 1600 votos. Desejo-lhe as melhores felicidades, quanto ao Nuno Cardeira, é bom saber que as novas gerações se estão a afirmar e estão a dar luta.
Para finalizar,
No dia 30 de Junho vai se realizar um estágio de Shotokan em Leiria, o anfitrião é o meu grande amigo Sensei Jordão e os instrutores são nada mais, nada menos do que Sensei Peté, Sensei Pula e Sensei Crespo. Com instrutores destes, o sucesso deste evento é garantido, eu só não vou estar presente porque vou realizar um encontro de Kyusho nesse mesmo dia.
Isto é o princípio do fim, eu a anunciar estágios de Shotokan…
Mais dia, menos dia, ainda me apanham a ver o Torneio Internacional da Amadora.
Este sábado lá fui a um estágio de Kata em São Domingos de Rana, as coisas estavam todas programadas para correr bem.

Bem, para começar, o treino era naquele pavilhão em São Domingos de Rana, que afinal não é em São Domingos de Rana, mas sim em Tires.
Depois, afinal o treino não era só do estilo supremo mas também dos outros estilos menores, ter que levar com, carecas, velhos, gajos de espada, tipos que já não via há anos e pior, indivíduos com mau feitio, é obra.
O treino começou com o estilo supremo, pronto a Kata era a Seisan, uma das minhas Katas preferidas. Até aqui tudo bem, mas o senhor que deu o treino tem mau feitio, apesar de perceber daquilo que faz, tem mau feitio.
Depois lá veio o Shotokan, é pá, porque é que para onde nos viramos aparecem sempre estes tipos?
Pronto o senhor que deu o treino até parecia que sabia o que fazia e dizia, mas era de Shotokan…
Depois veio o outro de Katana na mão. Pelo amor de Deus, Karate e Katanas?
Depois pede para ser empurrado. Que embuste, ele enganou toda a gente, ele não faz Kata Shitei. Como é que ele pode dizer que percebe de Karate?
À hora de almoço tive de comer com eles, não têm conversa nenhuma. Ainda por cima tenho de lhes explicar a verdadeira história de Portugal. Pelo amor de Deus, toda a gente sabe a história.
Da parte da tarde lá fomos treinar novamente. Aqui é que eu tinha uma certa curiosidade, porque em 1990 em Lagos um gajo deu-me 2 mawashis nas costas e um na cabeça e eu fiquei com um rancor que me havia de … não é que eu seja vingativo, mas o tempo o dirá… desta vez escapou, para a próxima logo se vê.
Para finalizar, lá veio um velho rasteirinho. Bolas, agora é que vou ter mesmo que levar com a história da sumidade e ainda vou ter que pagar um ouriço e um café ao Homem.
Brincadeiras à parte, 5 senhores do Karate Nacional, os Mestres Carlos Pereira (6º Dan Shito-Ryu), Álvaro Silva (5º Dan Goju-Ryu), Jorge Rosa (5º Dan Wado-Ryu) e João M. Pinto (5º Dan Shotokan), proporcionaram a todos os presente no seminário “O estudo da Kata – Seisan, Seichan Hangetsu” um excelente presente de mestria, conhecimento e dedicação, demonstrando que o Karate em Portugal tem excelentes instrutores, com um conhecimento muito acima da média.
Durante este encontro fomos brindados com a presença de Jorge Peixeiro, hexacampeão Nacional de Kata. Pronto, confesso, tenho bastante admiração por este atleta, sempre tive um imenso prazer em vê-lo a fazer Kata.
Foi um dia espectacular deu para rever amigos, conversar e treinar. São eventos destes que devemos tentar promover para uma melhor relação inter estilos.
Enquanto se desenrolava este seminário, estavam a ser realizadas as eleições da FNK-P, de um lado concorria João Salgado, do outro Nuno Cardeira.
Creio que uma lista conjunta seria a atitude mais correcta para pessoas que desejam o melhor para o Karate Nacional. No entanto optou-se por concorrer com duas listas distintas, tendo ambas as partes excelentes elementos do Karate Nacional.
Apesar de ter sido “pressionado” a assistir às votações, optei por não ir por diversas razões e o pretexto de treinar era excelente.
Por um lado considero que o João Salgado merece ser o futuro presidente da FNK-P, sendo o culminar de uma vida dedicada ao Karate Nacional.
Por outro lado estava o Nuno Cardeira, uma figura que se tem vindo a afirmar no plano Nacional, que tem vindo a fazer um excelente trabalho.
De um lado tinha o meu amigo Leonardo David do outro tinha o César Silva.
Segundo as noticias, o João Salgado acabou por ganhar por 1600 votos. Desejo-lhe as melhores felicidades, quanto ao Nuno Cardeira, é bom saber que as novas gerações se estão a afirmar e estão a dar luta.
Para finalizar,
No dia 30 de Junho vai se realizar um estágio de Shotokan em Leiria, o anfitrião é o meu grande amigo Sensei Jordão e os instrutores são nada mais, nada menos do que Sensei Peté, Sensei Pula e Sensei Crespo. Com instrutores destes, o sucesso deste evento é garantido, eu só não vou estar presente porque vou realizar um encontro de Kyusho nesse mesmo dia.
Isto é o princípio do fim, eu a anunciar estágios de Shotokan…
Mais dia, menos dia, ainda me apanham a ver o Torneio Internacional da Amadora.
4 de jun. de 2007
Conflito de gerações
Este fim-de-semana foi aproveitado para estar com a família e fazer um balanço de tudo o que foi aprendido no último fim-de-semana.
Durante a semana estava eu a tomar um café com um amigo ao final da tarde, a fazer uma análise daquilo que foi ensinado durante o seminário do mestre Pantazi e eis que surge esta conclusão. Nós karatekas estamos a anos luz destes gajos do Kempo.
Durante o seminário falava eu com o Sensei Álvaro Silva (o do mau feitio) e chegámos à conclusão que em termos de execução de sequências técnicas nós karatekas estamos muito aquém da rapaziada do Kempo.
Por muito que me custe, tenho que dar razão a estes dois instrutores nestas afirmações.
Enquanto grande parte das artes marciais procura evoluir para um estadio mais elevado, nós karatekas tentamos resistir aos ventos da mudança, ao aprofundamento daquilo que fazemos, afirmando que a tradição só se mantém desta forma.
Claro que existem aqueles que dizem que o aspecto desportivo no Karate é sinal de mudança. Eu acredito que é um sinal de mudança, será no entanto uma mudança benéfica para a arte marcial em si?
Uma das coisas que eu mais admiro no Kempo é que apesar de terem as suas actividades desportivas, nunca deixaram essas mesmas actividades influenciar a sua visão de arte marcial, uma arte basicamente orientada para o aspecto da defesa pessoal.
A um mestre de Okinawa (Yabu Kentsu) quando visitava o Hawai foi lhe perguntado o que achava do Ju-Jutsu, ao qual respondeu que era apenas 10% do Karate.
Não sei bem qual era a sua intenção com esta afirmação, mas será que ele queria dizer que o Karate era uma arte muito completa?
Não existem dúvidas em relação à competência deste mestre contemporâneo. Ele foi um dos principais impulsionadores do Karate de Okinawa, acho que pelas mãos dele passaram Mestres como Mabuni e Funakoshi.
Será que chegámos à meta final do Karate?
Será que não existe mais nada para alem do túnel?
Eu não acredito, o fim-de-semana passado tive a prova que existe luz ao fundo do túnel, infelizmente teve que ser um “gajo” do Kempo a mo demonstrar.
Certamente vivemos uma nova era do Karate, no entanto o desporto é limitativo à arte marcial.
Apesar do meu discurso ser um pouco “esotérico”, aqueles que me conhecem sabem que sou uma pessoa que acredita no aspecto puro e duro do Karate (para mal dos meus pecados), apesar de advogar que os Katas estão a ser mal interpretados e coiso e tal… não sou o tipo de crente que acha que se for para a montanha virá de lá iluminado como uma luminária.
Se calhar estou no meio de um conflito de gerações, se por um lado percebo e apoio a actividade desportiva, por outro, creio que existe muita coisa que não foi espressa e que provavelmente irá passar despercebida a grande parte das gerações futuras.
Mais uma vez no meio… (das gerações).
Durante a semana estava eu a tomar um café com um amigo ao final da tarde, a fazer uma análise daquilo que foi ensinado durante o seminário do mestre Pantazi e eis que surge esta conclusão. Nós karatekas estamos a anos luz destes gajos do Kempo.
Durante o seminário falava eu com o Sensei Álvaro Silva (o do mau feitio) e chegámos à conclusão que em termos de execução de sequências técnicas nós karatekas estamos muito aquém da rapaziada do Kempo.
Por muito que me custe, tenho que dar razão a estes dois instrutores nestas afirmações.
Enquanto grande parte das artes marciais procura evoluir para um estadio mais elevado, nós karatekas tentamos resistir aos ventos da mudança, ao aprofundamento daquilo que fazemos, afirmando que a tradição só se mantém desta forma.
Claro que existem aqueles que dizem que o aspecto desportivo no Karate é sinal de mudança. Eu acredito que é um sinal de mudança, será no entanto uma mudança benéfica para a arte marcial em si?
Uma das coisas que eu mais admiro no Kempo é que apesar de terem as suas actividades desportivas, nunca deixaram essas mesmas actividades influenciar a sua visão de arte marcial, uma arte basicamente orientada para o aspecto da defesa pessoal.
A um mestre de Okinawa (Yabu Kentsu) quando visitava o Hawai foi lhe perguntado o que achava do Ju-Jutsu, ao qual respondeu que era apenas 10% do Karate.
Não sei bem qual era a sua intenção com esta afirmação, mas será que ele queria dizer que o Karate era uma arte muito completa?
Não existem dúvidas em relação à competência deste mestre contemporâneo. Ele foi um dos principais impulsionadores do Karate de Okinawa, acho que pelas mãos dele passaram Mestres como Mabuni e Funakoshi.
Será que chegámos à meta final do Karate?
Será que não existe mais nada para alem do túnel?
Eu não acredito, o fim-de-semana passado tive a prova que existe luz ao fundo do túnel, infelizmente teve que ser um “gajo” do Kempo a mo demonstrar.
Certamente vivemos uma nova era do Karate, no entanto o desporto é limitativo à arte marcial.
Apesar do meu discurso ser um pouco “esotérico”, aqueles que me conhecem sabem que sou uma pessoa que acredita no aspecto puro e duro do Karate (para mal dos meus pecados), apesar de advogar que os Katas estão a ser mal interpretados e coiso e tal… não sou o tipo de crente que acha que se for para a montanha virá de lá iluminado como uma luminária.
Se calhar estou no meio de um conflito de gerações, se por um lado percebo e apoio a actividade desportiva, por outro, creio que existe muita coisa que não foi espressa e que provavelmente irá passar despercebida a grande parte das gerações futuras.
Mais uma vez no meio… (das gerações).
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