Este fim-de-semana foi dedicado a duas actividades importantes:
No Sábado foi dia de Campeonato Nacional da AKDK;
No Domingo foi a festa de final de ano da minha filhota.
Comecemos por Domingo, depois de uma viagem de 1 hora e tal para a quinta “Cantar de Galo” e de um dia bem passado a passear, a fazer slide, a caçar tesouros, a comer todo o tipo de porcarias que calham à frente, não há nada melhor do que regressar a casa. Certo?
Certo…
No entanto, se o carro simplesmente parar sem razão aparente, o que fazer? Alguns de vocês vão responder, liga para a Marta, pronto, tudo bem, mas, e se o táxi demora 2 horas para chegar? E depois se alguém chega à conclusão que o táxi não pode levar 3 adultos e 2 crianças? Qual é a resposta? Ir com o amigo da Marta, no reboque, que por acaso é Bosniáco e não fala puto de Tuga. Moral da história: aqui o “Je” vai andar uns dias de Jaguar.
No entanto não comecem a pensar que tenho uma associação ou que ando a fazer uns biscates na estrada, entenda-se “Stops” e não outras interpretações de cariz sexual.
No dia anterior, tinham respondido ao apelo de diversos instrutores, cerca de 250 atletas membros da AKDK, para a participação no 1º Campeonato Nacional da AKDK.
O que há para dizer de um campeonato onde o nível técnico em geral foi muito acima da média?
Nada.
Apesar de estar envolvido na direcção da prova e provavelmente ter sido a cara da organização, existe uma pessoa que esteve por trás disto tudo, o Sensei Álvaro Silva. A aquisição dos prémios, a realização do sorteio, a escolha do lugar, e tudo e tudo, foi da autoria dele, por isso se não gostaram das medalhas e das taças, a culpa foi dele.
Apesar de ter sido uma maratona em termos de prova, todos os atletas aguentaram estoicamente até ao final, proporcionando a todos os presentes excelentes demonstrações de Kata e excelentes combates.
Em termos de arbitragem creio que o balanço foi bastante positivo. Muitos dos cintos negros presentes não têm cursos de arbitragem (estamos a tentar providenciar os mesmos), no entanto devido à experiência acumulada nestes anos de prática, não deixaram nada a desejar nesta matéria.
De salientar a ajuda de familiares de atletas nas mesas. Foram uma peça fundamental para o bom andamento da prova. O meu muito obrigado.
Esta prova apenas veio dar mais alento às minhas convicções quando tomei uma posição: o engrandecimento técnico do meu Karate, os excelentes momentos passados junto dos meus companheiros instrutores e o poder proporcionar aos meus alunos boas experiências desportivas.
Em termos pessoais, digamos que o Campeonato não me correu mal.
A Inês foi campeã Nacional AKDK de Kata, a Rita foi campeã em Kumite. O David ficou em 3º lugar em Kumite e o Gonçalo ficou em 3º lugar (a ver comboios a passar em Campolide).
Deu para ver que afinal o Kyusho resulta, que o diga o Daniel, porque quando estamos com dificuldades em resfolegar, não há nada melhor que um empurrão em SP21.
Creio que estou no caminho correcto…
No dia 30 de Junho vai realizar-se um encontro de Kyusho, das 17.30 às 20.00 nas instalações do Clube Atlético de Queluz.
Das 20.00 às 20.30, a sessão será apenas para membros da Kyusho Internacional.
26 de jun. de 2007
19 de jun. de 2007
Seminário "O estudo da Kata"
Ora, ora…
Este sábado lá fui a um estágio de Kata em São Domingos de Rana, as coisas estavam todas programadas para correr bem.

Bem, para começar, o treino era naquele pavilhão em São Domingos de Rana, que afinal não é em São Domingos de Rana, mas sim em Tires.
Depois, afinal o treino não era só do estilo supremo mas também dos outros estilos menores, ter que levar com, carecas, velhos, gajos de espada, tipos que já não via há anos e pior, indivíduos com mau feitio, é obra.
O treino começou com o estilo supremo, pronto a Kata era a Seisan, uma das minhas Katas preferidas. Até aqui tudo bem, mas o senhor que deu o treino tem mau feitio, apesar de perceber daquilo que faz, tem mau feitio.
Depois lá veio o Shotokan, é pá, porque é que para onde nos viramos aparecem sempre estes tipos?
Pronto o senhor que deu o treino até parecia que sabia o que fazia e dizia, mas era de Shotokan…
Depois veio o outro de Katana na mão. Pelo amor de Deus, Karate e Katanas?
Depois pede para ser empurrado. Que embuste, ele enganou toda a gente, ele não faz Kata Shitei. Como é que ele pode dizer que percebe de Karate?
À hora de almoço tive de comer com eles, não têm conversa nenhuma. Ainda por cima tenho de lhes explicar a verdadeira história de Portugal. Pelo amor de Deus, toda a gente sabe a história.
Da parte da tarde lá fomos treinar novamente. Aqui é que eu tinha uma certa curiosidade, porque em 1990 em Lagos um gajo deu-me 2 mawashis nas costas e um na cabeça e eu fiquei com um rancor que me havia de … não é que eu seja vingativo, mas o tempo o dirá… desta vez escapou, para a próxima logo se vê.
Para finalizar, lá veio um velho rasteirinho. Bolas, agora é que vou ter mesmo que levar com a história da sumidade e ainda vou ter que pagar um ouriço e um café ao Homem.
Brincadeiras à parte, 5 senhores do Karate Nacional, os Mestres Carlos Pereira (6º Dan Shito-Ryu), Álvaro Silva (5º Dan Goju-Ryu), Jorge Rosa (5º Dan Wado-Ryu) e João M. Pinto (5º Dan Shotokan), proporcionaram a todos os presente no seminário “O estudo da Kata – Seisan, Seichan Hangetsu” um excelente presente de mestria, conhecimento e dedicação, demonstrando que o Karate em Portugal tem excelentes instrutores, com um conhecimento muito acima da média.
Durante este encontro fomos brindados com a presença de Jorge Peixeiro, hexacampeão Nacional de Kata. Pronto, confesso, tenho bastante admiração por este atleta, sempre tive um imenso prazer em vê-lo a fazer Kata.
Foi um dia espectacular deu para rever amigos, conversar e treinar. São eventos destes que devemos tentar promover para uma melhor relação inter estilos.
Enquanto se desenrolava este seminário, estavam a ser realizadas as eleições da FNK-P, de um lado concorria João Salgado, do outro Nuno Cardeira.
Creio que uma lista conjunta seria a atitude mais correcta para pessoas que desejam o melhor para o Karate Nacional. No entanto optou-se por concorrer com duas listas distintas, tendo ambas as partes excelentes elementos do Karate Nacional.
Apesar de ter sido “pressionado” a assistir às votações, optei por não ir por diversas razões e o pretexto de treinar era excelente.
Por um lado considero que o João Salgado merece ser o futuro presidente da FNK-P, sendo o culminar de uma vida dedicada ao Karate Nacional.
Por outro lado estava o Nuno Cardeira, uma figura que se tem vindo a afirmar no plano Nacional, que tem vindo a fazer um excelente trabalho.
De um lado tinha o meu amigo Leonardo David do outro tinha o César Silva.
Segundo as noticias, o João Salgado acabou por ganhar por 1600 votos. Desejo-lhe as melhores felicidades, quanto ao Nuno Cardeira, é bom saber que as novas gerações se estão a afirmar e estão a dar luta.
Para finalizar,
No dia 30 de Junho vai se realizar um estágio de Shotokan em Leiria, o anfitrião é o meu grande amigo Sensei Jordão e os instrutores são nada mais, nada menos do que Sensei Peté, Sensei Pula e Sensei Crespo. Com instrutores destes, o sucesso deste evento é garantido, eu só não vou estar presente porque vou realizar um encontro de Kyusho nesse mesmo dia.
Isto é o princípio do fim, eu a anunciar estágios de Shotokan…
Mais dia, menos dia, ainda me apanham a ver o Torneio Internacional da Amadora.
Este sábado lá fui a um estágio de Kata em São Domingos de Rana, as coisas estavam todas programadas para correr bem.

Bem, para começar, o treino era naquele pavilhão em São Domingos de Rana, que afinal não é em São Domingos de Rana, mas sim em Tires.
Depois, afinal o treino não era só do estilo supremo mas também dos outros estilos menores, ter que levar com, carecas, velhos, gajos de espada, tipos que já não via há anos e pior, indivíduos com mau feitio, é obra.
O treino começou com o estilo supremo, pronto a Kata era a Seisan, uma das minhas Katas preferidas. Até aqui tudo bem, mas o senhor que deu o treino tem mau feitio, apesar de perceber daquilo que faz, tem mau feitio.
Depois lá veio o Shotokan, é pá, porque é que para onde nos viramos aparecem sempre estes tipos?
Pronto o senhor que deu o treino até parecia que sabia o que fazia e dizia, mas era de Shotokan…
Depois veio o outro de Katana na mão. Pelo amor de Deus, Karate e Katanas?
Depois pede para ser empurrado. Que embuste, ele enganou toda a gente, ele não faz Kata Shitei. Como é que ele pode dizer que percebe de Karate?
À hora de almoço tive de comer com eles, não têm conversa nenhuma. Ainda por cima tenho de lhes explicar a verdadeira história de Portugal. Pelo amor de Deus, toda a gente sabe a história.
Da parte da tarde lá fomos treinar novamente. Aqui é que eu tinha uma certa curiosidade, porque em 1990 em Lagos um gajo deu-me 2 mawashis nas costas e um na cabeça e eu fiquei com um rancor que me havia de … não é que eu seja vingativo, mas o tempo o dirá… desta vez escapou, para a próxima logo se vê.
Para finalizar, lá veio um velho rasteirinho. Bolas, agora é que vou ter mesmo que levar com a história da sumidade e ainda vou ter que pagar um ouriço e um café ao Homem.
Brincadeiras à parte, 5 senhores do Karate Nacional, os Mestres Carlos Pereira (6º Dan Shito-Ryu), Álvaro Silva (5º Dan Goju-Ryu), Jorge Rosa (5º Dan Wado-Ryu) e João M. Pinto (5º Dan Shotokan), proporcionaram a todos os presente no seminário “O estudo da Kata – Seisan, Seichan Hangetsu” um excelente presente de mestria, conhecimento e dedicação, demonstrando que o Karate em Portugal tem excelentes instrutores, com um conhecimento muito acima da média.
Durante este encontro fomos brindados com a presença de Jorge Peixeiro, hexacampeão Nacional de Kata. Pronto, confesso, tenho bastante admiração por este atleta, sempre tive um imenso prazer em vê-lo a fazer Kata.
Foi um dia espectacular deu para rever amigos, conversar e treinar. São eventos destes que devemos tentar promover para uma melhor relação inter estilos.
Enquanto se desenrolava este seminário, estavam a ser realizadas as eleições da FNK-P, de um lado concorria João Salgado, do outro Nuno Cardeira.
Creio que uma lista conjunta seria a atitude mais correcta para pessoas que desejam o melhor para o Karate Nacional. No entanto optou-se por concorrer com duas listas distintas, tendo ambas as partes excelentes elementos do Karate Nacional.
Apesar de ter sido “pressionado” a assistir às votações, optei por não ir por diversas razões e o pretexto de treinar era excelente.
Por um lado considero que o João Salgado merece ser o futuro presidente da FNK-P, sendo o culminar de uma vida dedicada ao Karate Nacional.
Por outro lado estava o Nuno Cardeira, uma figura que se tem vindo a afirmar no plano Nacional, que tem vindo a fazer um excelente trabalho.
De um lado tinha o meu amigo Leonardo David do outro tinha o César Silva.
Segundo as noticias, o João Salgado acabou por ganhar por 1600 votos. Desejo-lhe as melhores felicidades, quanto ao Nuno Cardeira, é bom saber que as novas gerações se estão a afirmar e estão a dar luta.
Para finalizar,
No dia 30 de Junho vai se realizar um estágio de Shotokan em Leiria, o anfitrião é o meu grande amigo Sensei Jordão e os instrutores são nada mais, nada menos do que Sensei Peté, Sensei Pula e Sensei Crespo. Com instrutores destes, o sucesso deste evento é garantido, eu só não vou estar presente porque vou realizar um encontro de Kyusho nesse mesmo dia.
Isto é o princípio do fim, eu a anunciar estágios de Shotokan…
Mais dia, menos dia, ainda me apanham a ver o Torneio Internacional da Amadora.
4 de jun. de 2007
Conflito de gerações
Este fim-de-semana foi aproveitado para estar com a família e fazer um balanço de tudo o que foi aprendido no último fim-de-semana.
Durante a semana estava eu a tomar um café com um amigo ao final da tarde, a fazer uma análise daquilo que foi ensinado durante o seminário do mestre Pantazi e eis que surge esta conclusão. Nós karatekas estamos a anos luz destes gajos do Kempo.
Durante o seminário falava eu com o Sensei Álvaro Silva (o do mau feitio) e chegámos à conclusão que em termos de execução de sequências técnicas nós karatekas estamos muito aquém da rapaziada do Kempo.
Por muito que me custe, tenho que dar razão a estes dois instrutores nestas afirmações.
Enquanto grande parte das artes marciais procura evoluir para um estadio mais elevado, nós karatekas tentamos resistir aos ventos da mudança, ao aprofundamento daquilo que fazemos, afirmando que a tradição só se mantém desta forma.
Claro que existem aqueles que dizem que o aspecto desportivo no Karate é sinal de mudança. Eu acredito que é um sinal de mudança, será no entanto uma mudança benéfica para a arte marcial em si?
Uma das coisas que eu mais admiro no Kempo é que apesar de terem as suas actividades desportivas, nunca deixaram essas mesmas actividades influenciar a sua visão de arte marcial, uma arte basicamente orientada para o aspecto da defesa pessoal.
A um mestre de Okinawa (Yabu Kentsu) quando visitava o Hawai foi lhe perguntado o que achava do Ju-Jutsu, ao qual respondeu que era apenas 10% do Karate.
Não sei bem qual era a sua intenção com esta afirmação, mas será que ele queria dizer que o Karate era uma arte muito completa?
Não existem dúvidas em relação à competência deste mestre contemporâneo. Ele foi um dos principais impulsionadores do Karate de Okinawa, acho que pelas mãos dele passaram Mestres como Mabuni e Funakoshi.
Será que chegámos à meta final do Karate?
Será que não existe mais nada para alem do túnel?
Eu não acredito, o fim-de-semana passado tive a prova que existe luz ao fundo do túnel, infelizmente teve que ser um “gajo” do Kempo a mo demonstrar.
Certamente vivemos uma nova era do Karate, no entanto o desporto é limitativo à arte marcial.
Apesar do meu discurso ser um pouco “esotérico”, aqueles que me conhecem sabem que sou uma pessoa que acredita no aspecto puro e duro do Karate (para mal dos meus pecados), apesar de advogar que os Katas estão a ser mal interpretados e coiso e tal… não sou o tipo de crente que acha que se for para a montanha virá de lá iluminado como uma luminária.
Se calhar estou no meio de um conflito de gerações, se por um lado percebo e apoio a actividade desportiva, por outro, creio que existe muita coisa que não foi espressa e que provavelmente irá passar despercebida a grande parte das gerações futuras.
Mais uma vez no meio… (das gerações).
Durante a semana estava eu a tomar um café com um amigo ao final da tarde, a fazer uma análise daquilo que foi ensinado durante o seminário do mestre Pantazi e eis que surge esta conclusão. Nós karatekas estamos a anos luz destes gajos do Kempo.
Durante o seminário falava eu com o Sensei Álvaro Silva (o do mau feitio) e chegámos à conclusão que em termos de execução de sequências técnicas nós karatekas estamos muito aquém da rapaziada do Kempo.
Por muito que me custe, tenho que dar razão a estes dois instrutores nestas afirmações.
Enquanto grande parte das artes marciais procura evoluir para um estadio mais elevado, nós karatekas tentamos resistir aos ventos da mudança, ao aprofundamento daquilo que fazemos, afirmando que a tradição só se mantém desta forma.
Claro que existem aqueles que dizem que o aspecto desportivo no Karate é sinal de mudança. Eu acredito que é um sinal de mudança, será no entanto uma mudança benéfica para a arte marcial em si?
Uma das coisas que eu mais admiro no Kempo é que apesar de terem as suas actividades desportivas, nunca deixaram essas mesmas actividades influenciar a sua visão de arte marcial, uma arte basicamente orientada para o aspecto da defesa pessoal.
A um mestre de Okinawa (Yabu Kentsu) quando visitava o Hawai foi lhe perguntado o que achava do Ju-Jutsu, ao qual respondeu que era apenas 10% do Karate.
Não sei bem qual era a sua intenção com esta afirmação, mas será que ele queria dizer que o Karate era uma arte muito completa?
Não existem dúvidas em relação à competência deste mestre contemporâneo. Ele foi um dos principais impulsionadores do Karate de Okinawa, acho que pelas mãos dele passaram Mestres como Mabuni e Funakoshi.
Será que chegámos à meta final do Karate?
Será que não existe mais nada para alem do túnel?
Eu não acredito, o fim-de-semana passado tive a prova que existe luz ao fundo do túnel, infelizmente teve que ser um “gajo” do Kempo a mo demonstrar.
Certamente vivemos uma nova era do Karate, no entanto o desporto é limitativo à arte marcial.
Apesar do meu discurso ser um pouco “esotérico”, aqueles que me conhecem sabem que sou uma pessoa que acredita no aspecto puro e duro do Karate (para mal dos meus pecados), apesar de advogar que os Katas estão a ser mal interpretados e coiso e tal… não sou o tipo de crente que acha que se for para a montanha virá de lá iluminado como uma luminária.
Se calhar estou no meio de um conflito de gerações, se por um lado percebo e apoio a actividade desportiva, por outro, creio que existe muita coisa que não foi espressa e que provavelmente irá passar despercebida a grande parte das gerações futuras.
Mais uma vez no meio… (das gerações).
29 de mai. de 2007
Senhoras e senhores…Evan Pantazi.

Finalmente o Pai da Kyusho International (KI) visitou terras Lusas.
Perante uma plateia esgotada e abrindo umas pequenas excepções, encheu-se a casa com cerca de 43 artistas marciais.
Apesar de concordar com muitos amigos, quando afirmam e com toda razão, que o preço do estágio era bastante elevado, creio que todos os que estiveram presentes neste evento deram por bem empregue o dinheiro gasto.
No primeiro dia iniciou-se com o curriculum oficial da KI tendo o Mestre explicado o porquê da necessidade das reanimações e a razão do curriculum estar estruturado da forma que está. Depois de se ter percorrido todo o 1º nível (reanimações), as mal afamadas “sapa na mona”, avançou-se com grande alegria para os bracinhos. Este estágio vai ficar na memória de muita gente como o estágio do Pericárdio 2…ahhh ponto maldito.
De seguida passámos aos pontos da cabeça, citando o Sr. Presidente da AKDK, passamos à droga dos pobres, muitas cabeças “sentiram a moca”.
Uma das questões que foi constantemente abordada, foi a questão terapêutica na utilização dos pontos de pressão. Todos os pontos tem duas aplicações e a melhor forma para os manipular é através da massagem. É mais provável sermos confrontados constantemente com uma dor de cabeça do que termos que enfrentar um adversário enraivecido com vontade de nos matar.
Devido ao forte empenho e grande vontade de aprender, o mestre Pantazi demonstrou, ensinou e divertiu-nos com aspectos interessantes da nossa bioenergia. Bem…acredito que foi mais devido ao estado lastimoso dos nossos bracinhos e às dores de cabeça que se começaram a instalar, mas isso é para outras festas.
O que interessa é que muitos de nós ficaram com a impressão de que existem certos aspectos da nossa vida que nos passam ao lado, que muitas vezes as coisas desaparecem da nossa vista sem no entanto alguma vez terem desaparecido e que para a próxima que dissermos “chiiiiii”, de certeza que vamos ter os pés bem assentes na terra.
No segundo dia lá se avançou com o currículo da KI e lá fomos ao encontro do tronco e das perninhas.
Antes de começarmos iniciámos o Ba Dua Gin como forma de alongamento ou se acreditarem como forma de restabelecer os nossos níveis de energia.
Muitos de nós já só queriam saber onde estavam os pontos, quanto a bater neles (ou levar)…não obrigado…por isso a importância do aspecto terapêutico. É mais fácil aceder ao treino dos pontos através de uma massagem do que andar à martelada à rapaziada!!!!!
Na parte final do treino fomos presenteados com uma série de interpretações de movimentos de katas. Claro que houve pessoas que foram mais presenteadas que outras, mas só lá foram porque quiseram. Mas uma coisa é certa…todos ficámos maravilhados com a enciclopédia humana que estava à nossa frente.
Bem podia andar a escrever km de linhas e provavelmente iria esquecer-me de algo. Existem umas coisas que não me vou esquecer: das dores nos braços, cabeça e das dores nas pernas. Muito agradeço a todos os que fizeram comigo, as das pernas, um agradecimento muito especial ao Sr. Ricardo Gama.
Para finalizar só me ocorre um pensamento.
Este é … Evan Pantazi…
Como não podia deixar de ser, deixo uma nota de agradecimento ao meu grande amigo Ricardo Gama por nos ter proporcionado um fim-de-semana memorável. Se existem pioneiros, tu és de certeza o principal. Tu é que foste o primeiro a pisar o novo mundo. OBRIGADO.
21 de mai. de 2007
”This is a man`s world”.

Este Sábado foi dia de torneio na Arrentela. Apesar dos resultados terem ficado um bocado áquem das minhas expectativas, não acho que os meus alunos me tenham desiludido. A minha Ritinha trouxe um primeiro lugar em Kata e todos os outros passaram as primeiras eliminatórias.
O Rafael está cada vez mais confiante e sem pressa para se despachar a fazer a Kata (Ricardo, deves ficar orgulhoso do puto).
Durante a semana a Sensei Mieke da Bélgica e o marido estiveram em Portugal a convite do mau feitio do Álvaro Silva, que lhes mostrou a serra de Sintra e o Palácio da Pena. Aqui o amigo mostrou-lhes a bela terra da Ericeira/Mafra e como não podia deixar de ser o belo do “Zé Franco”.
Gostei muito desta visita, foi agradável estar com este casal.
A Mieke e o Álvaro conhecem-se há 19 anos, desde o Gasshuku de Portugal. Na altura eram 1º ou 2º Dan, hoje o Álvaro é 5º e a Mieke é … 3º, no entanto a Mieke nunca parou de treinar.
Apesar de ser uma das mais antigas praticantes de Goju na Bélgica, provavelmente é um dos muitos karatekas Belgas 3º Dan`s.
Isto vem pôr em questão um assunto que já andava aqui na minha cabeça há muito tempo.
Vamos lá fazer uma ginástica cerebral; Quantos Mestres conhecem?
…
De todos quantos deles são gajas? Vamos por de parte orientações sexuais.
…
Pois é, como dizia a outra.”This is a man`s world”.
Existem pessoas que são descriminadas por terem uma cor diferente, por serem mais gordos (estava mortinho para dizer isto), por serem gajas…
Os meus melhores alunos são do sexo feminino. Pronto, exceptuando o Gonçalo. E eu nunca vi nem nunca descriminei um aluno por ser diferente…
Será correcto exigir o mesmo a um aluno do sexo feminino relativamente ao que exigimos a um do masculino?
Mais, será que levamos a sério uma aluna que nos diga que quer chegar a cinto negro e dar aulas?
Bem, vamos olhar um pouco para a história, muito antes de Kanryo Higaonna
Durante o início do período Qing Kanxi (1662-1723 d.C.) existia um senhor chamado Fang, Zhen Dong que ensinou artes marciais (provavelmente Punho das Cinco Formas “Wuxing Quan”) à sua filha Fang, Qi Niang.
Ela costumava ir para um rio perto de sua casa onde observava os grous a caçar, a brincar na água, a saltar, a sacudirem-se a gritar, a pousar, a dormir, etc.
A partir destas observações, ela combinou o que havia aprendido dos movimentos dos Grous com o estilo do seu pai, criando assim o estilo do Grou Branco do Sul.
Mais tarde crê-se que um aluno de Fang ensinou a Pan Yuba, que por sua vez ensinou Ryu Ryu Ko e este ensinou Kanryo Higaonna, claro que passei alguns pormenores mas isso fica para uma postagem posterior.
Moral da história, se o famoso estilo de Goju Ryu tem a sua origem numa GAJA, como é possível haver descriminação no Karate?
Não me digam que também existe aquele discurso dos americanos puros…defendido pelos membros do KKK … e os índios???
Enquanto grande parte dos Karatekas modernos discursam por um Karate moderno, por um Karate desportivo, vão se esquecendo que existem gajas a fazer Karate e depois dizem que existem grandes “Mestras” no panorama, sem no entanto fazerem parte dos quadros federativo.
Ahhhhhhh…existe uma que trabalha na federação e faz serviço de secretariado.
“This is a Man`s world”, mas há que olhar para as mulheres com respeito, pois quem sabe se um dia não apanhamos uma Rosanne Driscoll…
12 de mai. de 2007
Kata (Maio 2007)
Isto é mais uma reflexão sobre Kata e Bunkai.
Por muito que se fale, fica sempre mais alguma coisa para dizer sobre Kata.
Se pegarmos num conjunto de Kamaes e os alternarmos uns atrás dos outros, provavelmente arranjamos uma Kata.
Existe uma teoria em relação às Katas, que acho que deve ser encarada com alguma atenção.
Antes da introdução das artes marciais chinesas em Okinawa, existia uma arte marcial a que lhe chamavam de Te, Ti ou Di (consoante a pronuncia). Esta arte marcial era ensinada exclusivamente a um número restrito de pessoas, geralmente relacionadas com a família real Uchinandi.
Existem muito poucas pessoas com um conhecimento profundo sobre esta arte marcial, pelo menos fora de Okinawa.
O Sensei Chojun Miyagi antes de se tornar aluno do Sensei Kanryo Higaonna, treinou durante um ano com o Sensei Aragaki. Que arte marcial? Não existe muita informação em relação a isso.
Voltando aos Kamaes, todos os Kamaes têm um objectivo, ou Bunkai. Podemos fazer um treino apenas com um par de Kamaes, basta treiná-los em Kihon e depois em Bunkai. Claro que isto se pode tornar uma seca e provavelmente não iríamos ficar muito tempo a fazer “Hari Uke” para a frente e para trás. Mas acho que estão a apanhar o significado e o objectivo deste parágrafo.
Quando o Sensei Chojun Miyagi foi à China em 1915 e demonstrou uma série de Katas, foi-lhe comentado que o que ele fazia eram artes marciais muito antigas e que já não se praticavam.
Agora a minha questão é esta…porque é que não encontramos Katas ou formas idênticas às do Karate nas artes marciais chinesas?
Encontramos e isso sim muitos Kamaes idênticos, mas não combinações técnicas.
Será que o que foi feito, foi introduzir um conjunto de Kamaes com uma série de interpretações de Te?
Será que Karate “Mão da China” significava uma aproximação Chinesa às técnicas de Okinawa?
Apenas tenho a certeza de uma coisa, não tenho certeza de nada…
Por muito que se fale, fica sempre mais alguma coisa para dizer sobre Kata.
Se pegarmos num conjunto de Kamaes e os alternarmos uns atrás dos outros, provavelmente arranjamos uma Kata.
Existe uma teoria em relação às Katas, que acho que deve ser encarada com alguma atenção.
Antes da introdução das artes marciais chinesas em Okinawa, existia uma arte marcial a que lhe chamavam de Te, Ti ou Di (consoante a pronuncia). Esta arte marcial era ensinada exclusivamente a um número restrito de pessoas, geralmente relacionadas com a família real Uchinandi.
Existem muito poucas pessoas com um conhecimento profundo sobre esta arte marcial, pelo menos fora de Okinawa.
O Sensei Chojun Miyagi antes de se tornar aluno do Sensei Kanryo Higaonna, treinou durante um ano com o Sensei Aragaki. Que arte marcial? Não existe muita informação em relação a isso.
Voltando aos Kamaes, todos os Kamaes têm um objectivo, ou Bunkai. Podemos fazer um treino apenas com um par de Kamaes, basta treiná-los em Kihon e depois em Bunkai. Claro que isto se pode tornar uma seca e provavelmente não iríamos ficar muito tempo a fazer “Hari Uke” para a frente e para trás. Mas acho que estão a apanhar o significado e o objectivo deste parágrafo.
Quando o Sensei Chojun Miyagi foi à China em 1915 e demonstrou uma série de Katas, foi-lhe comentado que o que ele fazia eram artes marciais muito antigas e que já não se praticavam.
Agora a minha questão é esta…porque é que não encontramos Katas ou formas idênticas às do Karate nas artes marciais chinesas?
Encontramos e isso sim muitos Kamaes idênticos, mas não combinações técnicas.
Será que o que foi feito, foi introduzir um conjunto de Kamaes com uma série de interpretações de Te?
Será que Karate “Mão da China” significava uma aproximação Chinesa às técnicas de Okinawa?
Apenas tenho a certeza de uma coisa, não tenho certeza de nada…
8 de mai. de 2007
“Let the body hit the floor”
Durante um treino e ao executar uma pressão sobre um ponto, um dos participantes comentou…
“É como uma reacção natural para fugir…”
O que me levou a considerar as minhas próprias questões:
As disfunções não serão reacções naturais do corpo?
Será que conseguimos distinguir uma disfunção de uma reacção?
Quando estamos de fora, conseguimos aperceber-nos quando existe uma disfunção. No entanto quando estamos a viver “in loco” uma acção, o nosso corpo diz-nos apenas para fugir.
Uma das expressões que eu gosto de utilizar para definir Kyusho, é o termo “primeiro segundo”.
Existe muita especulação em relação ao Kyusho. Grande parte das pessoas quando procura o Kyusho na Net, vai deparar-se não com o aspecto de “primeiro segundo”, mas sim com o KO.
Nitidamente existem 3 posições em relação ao Kyusho. A primeira defende o Kyusho como a arte suprema, a segunda acredita que existem certos pontos sensíveis no corpo humano e a terceira não acredita que existem pontos e que isso é tudo uma grande treta.
Apesar de todas as partes defenderem as suas convicções com unhas e dentes, existe um princípio comum em todos os discursos. A eficácia perante um adversário mais forte, mais rápido, mais…mais…mais…
O que é estranho é que todos partilham da mesma ideia, que é possível ganhar a um adversário que seja mais qualquer coisa do que o outro.
Pessoalmente não acredito que o Kyusho resulte a 100%. Existem diversas variáveis necessárias para poder tornar o Kyusho a “arte suprema”.
Será que acreditamos que o Karate resulta sempre numa situação de conflito?
Pessoalmente acho que não.
Será que isso faz o Karate mais eficaz ou menos eficaz?
Se calhar isso não é o mais relevante.
Toda a gente sabe que os pontos utilizados no Kyusho são os pontos da Medicina Tradicional Chinesa (MTC).
Mentira, nem todos, a carta de MTC é uma referência para a localização dos pontos e não é, como muitos pensam, o mapa para a localização dos pontos.
Um ponto na MTC tem uma dimensão minúscula, por conseguinte é praticamente impossível atingi-lo com a ponta de um dedo.
Como costumo dizer, uma coisa é falar de toiros, outra é toureá-los.
Uma coisa é certa, existem muitos “Guerreiros Virtuais”, poucos são aqueles que tem coragem de questionar e pisar o Tatami para provarem o porquê das suas dúvidas.
Claro que poucos são aqueles que vêm que o Kyusho poderá (e aqui acentuo o poderá) ser mais uma ferramenta para a sua arte marcial.
Um dos grandes problemas com que os artistas marciais se irão sempre deparar, é com o chamado “Síndrome de Guru”. Haverá sempre alguém que se há de achar “especial”, mas a esses, apenas poderemos responder com um trabalho sério, o resto, apenas a história poderá relatar…
Aconselho vivamente a lerem a postagem do Ricardo Gama no Blog kyushopt
Se virem o clip desta semana, vão reparar que independentemente daquilo que possamos fazer, vai existir sempre alguém que se considera “especial”. E apesar de nos rirmos, vai haver sempre uma legião de discípulos prontos a segui-los, vão existir pessoas que não acreditam e vão aparecer outros que acreditam mais ou menos assim-assim.
Por isso, pensem, “Let the body hit the floor” e se não for à chapada em estomago-5 que seja com o casaco do Gi.
Já agora, não se esqueçam que faltam menos de 20 dias para a vinda do mestre Pantazi.
“É como uma reacção natural para fugir…”
O que me levou a considerar as minhas próprias questões:
As disfunções não serão reacções naturais do corpo?
Será que conseguimos distinguir uma disfunção de uma reacção?
Quando estamos de fora, conseguimos aperceber-nos quando existe uma disfunção. No entanto quando estamos a viver “in loco” uma acção, o nosso corpo diz-nos apenas para fugir.
Uma das expressões que eu gosto de utilizar para definir Kyusho, é o termo “primeiro segundo”.
Existe muita especulação em relação ao Kyusho. Grande parte das pessoas quando procura o Kyusho na Net, vai deparar-se não com o aspecto de “primeiro segundo”, mas sim com o KO.
Nitidamente existem 3 posições em relação ao Kyusho. A primeira defende o Kyusho como a arte suprema, a segunda acredita que existem certos pontos sensíveis no corpo humano e a terceira não acredita que existem pontos e que isso é tudo uma grande treta.
Apesar de todas as partes defenderem as suas convicções com unhas e dentes, existe um princípio comum em todos os discursos. A eficácia perante um adversário mais forte, mais rápido, mais…mais…mais…
O que é estranho é que todos partilham da mesma ideia, que é possível ganhar a um adversário que seja mais qualquer coisa do que o outro.
Pessoalmente não acredito que o Kyusho resulte a 100%. Existem diversas variáveis necessárias para poder tornar o Kyusho a “arte suprema”.
Será que acreditamos que o Karate resulta sempre numa situação de conflito?
Pessoalmente acho que não.
Será que isso faz o Karate mais eficaz ou menos eficaz?
Se calhar isso não é o mais relevante.
Toda a gente sabe que os pontos utilizados no Kyusho são os pontos da Medicina Tradicional Chinesa (MTC).
Mentira, nem todos, a carta de MTC é uma referência para a localização dos pontos e não é, como muitos pensam, o mapa para a localização dos pontos.
Um ponto na MTC tem uma dimensão minúscula, por conseguinte é praticamente impossível atingi-lo com a ponta de um dedo.
Como costumo dizer, uma coisa é falar de toiros, outra é toureá-los.
Uma coisa é certa, existem muitos “Guerreiros Virtuais”, poucos são aqueles que tem coragem de questionar e pisar o Tatami para provarem o porquê das suas dúvidas.
Claro que poucos são aqueles que vêm que o Kyusho poderá (e aqui acentuo o poderá) ser mais uma ferramenta para a sua arte marcial.
Um dos grandes problemas com que os artistas marciais se irão sempre deparar, é com o chamado “Síndrome de Guru”. Haverá sempre alguém que se há de achar “especial”, mas a esses, apenas poderemos responder com um trabalho sério, o resto, apenas a história poderá relatar…
Aconselho vivamente a lerem a postagem do Ricardo Gama no Blog kyushopt
Se virem o clip desta semana, vão reparar que independentemente daquilo que possamos fazer, vai existir sempre alguém que se considera “especial”. E apesar de nos rirmos, vai haver sempre uma legião de discípulos prontos a segui-los, vão existir pessoas que não acreditam e vão aparecer outros que acreditam mais ou menos assim-assim.
Por isso, pensem, “Let the body hit the floor” e se não for à chapada em estomago-5 que seja com o casaco do Gi.
Já agora, não se esqueçam que faltam menos de 20 dias para a vinda do mestre Pantazi.
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